Artigo Opinião

A memória cultural e o chiclete.

Desde a infância ouvimos dizer que a cultura anda lado a lado com a educação. As nossas mães sempre usavam este termo, que a meu ver é bastante pertinente, atual e empolgante. E esse conjunto de saberes e tradições são passados de gerações em gerações, uns menos, outros mais.

É através da leitura, de vídeos documentários e de uma boa prosa que ficamos sabendo de histórias passadas de nossos ancestrais. E esse diálogo pode ser retratado como ‘pontes’ de conhecimentos entre as pessoas, e a cultura valoriza essas iniciativas reconhecendo àqueles que as constroem. Assim, manter essas ‘pontes interligadas’ é garantir que saberes, valores e experiências não se percam no tempo, e sim, sigam sendo compartilhados como base para a formação de uma sociedade mais consciente, sensível e conectada com as suas próprias raízes.

Hoje, pertinho de nós, temos várias formas de provocar essas memórias, pois temos vários museus, imensas bibliotecas, mostras culturais em parques, galerias, becos, praças que, de forma gratuita oferecem essa gama de oportunidades de aprendermos com a nossa cultura, basta querer sair de casa e dar um passeio por esses locais.

Buscar estes ambientes é dar vazão ao conhecimento individual, pois através da música, da pintura, da contação de histórias, de obras de arte, da dança, entre tantos outros movimentos, você se conecta ao passado, que não pode se deixar apagar. A cultura pulsa junto conosco, afinal a memória cultural deve ser sempre pautada no acolhimento e na valorização dos profissionais que se entregam à missão de trazer até nós a alegria do saber plural.

Um exemplo disso é Maria das Graças Targino que cita em seu artigo “Mediação cultural e mediação da leitura”, sobre as bibliotecas comunitárias, “as bibliotecas são instituições irreversivelmente sociais, a que compete difundir valores que integrem a cultura de nações e povos, o que se pressupõe a adoção de mediação cultural, em conceito amplo, e, em evocação restrita, a mediação da leitura”.

Então aproveitemos esse momento de efervescência cultural que a nossa cidade vive atualmente e façamos um passeio em família, ou com amigos, ou mesmo sozinho por esses pontos de cultura, porém, ao levantar das cadeiras ou poltronas só não deixem o chiclete grudado embaixo das cadeiras, isso é feito e destrói o patrimônio que é de todos nós.

Luiz Galvão é jornalista, escritor e presidente da Academia Canedense de Letras.

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