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Teodoro Castro Lino inaugura museu do futebol

Jornalista João Nascimento e Teodoro Castro Lino

Depois do sucesso do seu mais recente livro – “Segue o Jogo – 100 Anos de Arbitragem Brasileira de Futebol” –, Teodoro Castro Lino, ex-jogador de futebol, ex-árbitro Fifa, comentarista e empresário, acaba de tomar nova iniciativa em favor do engrandecimento do futebol. Dessa vez, inaugurou um verdadeiro museu do futebol, em uma sala especial, inclusive com campo soçaite ao lado, no Aldeia do Vale, condomínio onde reside.

Além de conhecer toda a história da bola e ver fotos de um acervo riquíssimo, o visitante ainda é brindado com a recente música composta pelo produtor cultural Marcos Gomes, em homenagem a ele, Teodoro de Castro Lino, que tem por título “Do Sertão ao Maracanã. E, no próximo dia 10 de abril, esse cidadão exemplar, que construiu uma carreira de sucesso como jogador de futebol e árbitro da CBF e da Fifa, gravará para o programa Esportes em Cena, da PUC TV e comandado pelo grande desportista Luiz Berquó.

Teodoro de Castro Lino vai contar toda a história do surgimento da bola, desde o antigo Egito, quando a redonda era feita de papiro, o mesmo papel utilizado pelos egípcios para escrever o famoso Livro do Mortos. Além dessa bola de papiro, ele vai exibir bolas feitas de bambu, bexiga de porco e muito mais, até chegar à bola atual. Também contará histórias pitorescas, inclusive revelando muitas curiosidades do futebol. Enfatizará o período em que deixou o Alecrim, de Natal (RN), aos 16 anos de idade, para jogar no Botafogo, do Rio.

Contará que teve o privilégio de jogar ao lado de Garrincha, com quem aprendeu a driblar; e Jairzinho, o Furacão da Copa de 70. Bem como o papo que tinha com o seu técnico, o tetracampeão Zagalo, bem como com o seu preparador físico, Carlos Alberto Parreira. E, em seguida, falará de sua carreira vitoriosa na arbitragem, quando recebeu das mãos de João Havelange o escudo da Fifa. Aliás, fará questão de contar a trajetória de Havelange para chegar à presidência da antiga CBD, hoje CBF, e da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Teodoro lembra que de 500 árbitros apenas um chega ao quadro FIFA; diz mais que, no início, o árbitro apita onde for escalado; quando está no auge, apita onde quer, mas que, no final da carreira, deixa-o. E esta é apenas uma das razões pelas quais roga a Deus para o sucesso de cada profissional da categoria, de modo especial para todos os seus afilhados.

Ser árbitro de futebol definitivamente não é tarefa para os fracos. Teodoro Castro Lino esteve dentro das quatro linhas por 20 anos. Primeiro como jogador de futebol, quando teve o privilégio e a inglória missão de disputar posição com nada menos que o craque Mané Garrincha, bem como com Jairzinho, o Furacão da Copa de 70, no glorioso Botafogo. Depois continuou nos gramados, com apito na boca. Chegou ao quadro da FIFA, correndo nas laterais do campo, o que sempre fez muito bem.

Teodoro Castro Lino simplesmente passou por três gerações de árbitros, chegando a trabalhar ao lado dos maiores nomes da arbitragem nacional e internacional, inclusive no Mundial Sub-20, no Japão, quando foi homenageado com a maior honraria da FIFA, um distintivo, recebida das mãos do então presidente da entidade maior do futebol mundial, João Havelange.

Portanto, foi como árbitro de linha, com a bandeira na mão, que se destacou e ganhou o mundo. Craque com as palavras, assim como exímio contador de histórias – sobretudo pitorescas –, Teodoro é autor de importantes livros sobre futebol. E, agora, acaba de brindar o mundo dessa modalidade esportiva com o livro: “Segue o Jogo – 100 Anos de Arbitragem Brasileira de Futebol”, onde apresenta a trajetória e as histórias dos grandes nomes desta nobre e muitas vezes injustiçada arte. A obra tem coordenação do competente escritor Marcelo Migueres, do Rio de Janeiro.

Paralelamente à sua carreira de árbitro de futebol, Teodoro, filho do Comandante Castro Lino e Francisca Fernandes de Goes Castro Lino, já colaborava com seus tios – Maria e Manuel Madruga, ambos de saudosa memória – na empresa Tecidos Tita, onde realizou belíssimo e, sobretudo, produtivo trabalho na qualidade de Diretor de Relações Internacionais. Inclusive, representando a empresa, recebeu das mãos do Governador de Goiás por mais de uma vez o prêmio dos Melhores do ICMS do Estado de Goiás. Hoje, Teodoro, depois de presidir com rara sabedoria essa empresa, que é a maior atacadista de tecidos do Centro Oeste, goza de merecida aposentadoria.

Em família, é um esposo e pai exemplar. Aliás, tem duas filhas com a esposa Marlene Arantes, sendo que a primogênita, Manoela, foi alvo de artigo de nossa autoria. Formada em genética, ela criou, ainda como acadêmica de Medicina, solução inovadora para a área de saúde. A caçula, Teodora, também desportista, inclusive faz bonito no atletismo, futebol e hipismo, já recebeu idêntica homenagem desse articulista. A mamãe Marlene também recebeu idêntica homenagem desse escriba. Que Deus continue abençoando ricamente esse homem que nasceu para o sucesso, até porque tem como lema servir ao próximo!

João Nascimento, jornalista

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