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Artemis II retorna à Terra após 10 dias de missão Lunar

Imagem: Divulgação/NASA

Os astronautas da missão Artemis II voltaram à Terra após 10 dias em órbita, com passagem pelo lado oculto da Lua. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram resgatados da cápsula Órion por volta das 22h35 (horário de Brasília). Todos passam bem.

A chegada ocorreu às 21h07 no horário de Brasília, nesta sexta-feira, 10, na costa de San Diego, nos Estados Unidos, às 17h07 do horário local. Wiseman, que é o comandante da Artemis 2, afirmou que os quatro tripulantes chegaram à Terra bem e saudáveis. Um médico da equipe de resgate confirmou a informação.

Os astronautas Victor Glover e Christina Koch sentados em um helicóptero no convés do USS John P. Murtha – Imagem: NASA/Bill Ingalls

Após mais de 50 anos, a humanidade voltou às vizinhanças da Lua — e foi mais longe do que nunca. A missão Artemis II levou astronautas à maior distância da Terra já registrada por um ser humano. A viagem lunar revelou mais do que imagens impressionantes: ajudou a estudar o cenário para planos mais ambiciosos, como, no futuro, permanecer na Lua e chegar até Marte.

A missão foi organizada pela Nasa, agência espacial americana, e levou quatro astronautas em uma jornada ao redor da Lua. Pela primeira vez em uma missão tripulada desse tipo, os olhos humanos puderam observar ao vivo regiões pouco exploradas do satélite e alcançar o ponto mais distante já percorrido em relação ao planeta natal. Nesta sexta-feira (10), eles retornaram à Terra.

Enquanto a missão acontecia, a internet se dividia entre quem estava deslumbrado com as imagens compartilhadas pela agência e quem questionava: como, tantos anos depois de já ter ido à Lua e pisado nela, o homem nem pousou no satélite e ainda chamou a viagem de “um avanço para a ciência”?

O lado oculto da Lua é crucial para o futuro da exploração espacial – Imagem: Divulgação/NASA

O primeiro ponto é que, mesmo já tendo estado lá, não dá para banalizar o desafio de repetir o feito. Mas há também uma mudança de objetivo. Se antes a ida ao satélite era uma visita curta, como foi com a Apollo, agora a proposta é outra: permanecer e chegar a Marte.

Esta viagem funcionou como um laboratório em movimento, reunindo dados inéditos sobre o corpo humano, novas tecnologias, a comunicação a longas distâncias e o próprio ambiente lunar. Em vez de repetir o passado, a missão foi desenhada como um “teste de fogo”.

E, até aqui, o que já se sabe é que o ser humano conseguiu, com segurança, avançar nesse caminho e se aproximar de uma nova etapa na exploração espacial.

“Hoje, por toda a humanidade, vocês estão ultrapassando essa fronteira”, disse Jenni Gibbons, astronauta canadense que atuava como comunicadora da cápsula, no Centro de Controle da Missão.

Esse retorno à Lua acontece em um cenário diferente do da Guerra Fria. A nova corrida espacial envolve não só governos, como Estados Unidos e China, mas também empresas privadas, interessadas em recursos e novas tecnologias. É um movimento com potencial científico — mas que também exige cautela, diante das disputas e dos interesses que passam a se projetar para além da Terra.

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