Brasil deslancha com reservas e goleia o Panamá na véspera do embarque para a Copa do Mundo

Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
A Seleção se despediu do Brasil presenteando 72 mil pessoas no Maracanã com uma goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, neste domingo, véspera do embarque para a Copa do Mundo.
O time de Carlo Ancelotti abriu o placar com um belo chute de Vini Jr no primeiro minuto, levou empate de Murillo, mas ampliou com Casemiro antes do intervalo. O treinador, no penúltimo teste antes da estreia no Mundial, fez 10 trocas (deixando em campo somente Léo Pereira) e viu o Brasil construir a goleada no segundo tempo com gols de Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos. Harvey ainda diminuiu para o Panamá no fim, com um golaço.
Oi, boa noite, teve gol do Rayan
Ancelotti avisou e cumpriu: mudou o time todo, praticamente para a volta do segundo tempo. Só Léo Pereira ficou em campo o tempo todo, porque dois zagueiros da seleção estavam na final da Champions League e não se apresentaram ainda.
Mas da galera que formou o segundo pelotão da seleção, quem caiu nas graças de vez foi outro que conhece bem o Rio de Janeiro: Rayan.
A torcida puxou o coro: “Oi, boa noite, será que vai ter gol do Rayan hoje?”. Teve. E de um jeito muito bonito. Ele aproveitou o erro de passe do goleiro na saída de bola, recuperou na ponta direita e, mesmo à distância, acertou um chute que encobriu Mosquera, fazendo 3 a 1 aos 8 minutos do segundo tempo.
Virou goleada
A dinâmica com o novo time do segundo tempo ficou explícita na construção do quarto gol do Brasil, em jogada coletiva. O corta-luz de Danilo (Santos, o volante) deixou a bola na pinta para Paquetá acertar um belo chute de folra da área.
Quatro minutos depois, ainda aos 17 da etapa final, veio o quinto gol. Igor Thiago sofreu pênalti ao ser derrubado pelo goleiro. Ele mesmo bateu e saiu para o abraço. Foi o segundo gol dele pela seleção, ambos de pênalti.
Para além dos gols, o Brasil com os reservas mostrou mais controle do meio-campo. Paquetá foi quem ocupou a vaga de Matheus Cunha e é um especialista da posição. Tem também como característica trabalhar melhor o jogo pelo meio, sem verticalizar tanto, como o camisa 9 fez na etapa inicial. Sem a bola, quando não era Paquetá aberto pela esquerda, o Brasil tinha Danilo Santos.
O Brasil não parou por aí. De novo Paquetá e Danilo se entendendo bem. Só que no sexto gol, foi o volante do Botafogo quem marcou (assim como fizera contra a Croácia).
O Panamá, apesar de frágil, mostrou que não abandonou completamente o jogo após tantas substituições também do seu lado. Harvey fez o segundo panamenho, já aos 38 minutos, com um belo chute, sem chance para Ederson.
Ao fim, com alguns sustos, acabou sendo a festa, com placar elástico, que a seleção queria para pegar embalo rumo à Copa do Mundo.
Quem não passou esquecido foi Neyar. Coma goleada da seleção já definida, o Maracanã gritou: “Olê, olê, olá, Neymar, Neymar”. Recado para o futuro, após a recuperação do jogador que está com lesão grau 2 na panturrilha direita e viu o jogo do estádio.
Público… e festa no Maracanã
Foram 72.140 torcedores presentes no Maracanã, com direito a mosaico escrito “Bate no peito” e cantos de incentivo ao longo de toda a partida. A renda registrada foi de R$ 8.572.025,00.
Próximo jogo
O Brasil viaja para os Estados Unidos nesta segunda-feira para finalizar a preparação para a Copa do Mundo 2026. E terá um último teste antes da estreia: um amistoso contra o Egito às 19h do sábado, em Cleveland. A Seleção Brasileira estreia no Mundial contra Marrocos, no dia 13 de junho, em Nova York/Nova Jersey.

Foto: MAURO PIMENTEL / AFP



