Capturado, algemado e humilhado, o fim do governo Maduro

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Maduro, presidente venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores – também detida pelas autoridades americanas, foram formalmente acusados nos Estados Unidos, para onde foram levados, após serem capturados pelos americanos, dos seguintes crimes:
- Conspiração para narcoterrorismo;
- Conspiração para importação de cocaína;
- Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
- Conspiração para posse de metralhadoras.
Transmissão ‘ao vivo’ da captura
Na entrevista, Trump disse ainda que assistiu ao vivo à captura de Nicolás Maduro, transmitida por agentes que participaram da missão em Caracas. “Foi como ver um programa televisivo“, afirmou.
O presidente norte-americano declarou ainda que o ataque dos EUA à Venezuela estava previsto para ocorrer quatro dias atrás, mas foi adiado por causa de condições climáticas.
Acrescentou que chegou a falar com Maduro uma semana atrás, quando o venezuelano supostamente tentou negociar uma saída pacífica do poder.
“Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse ele na entrevista.

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Imagens transmitidas em canais de televisão mostraram o desembarque do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a cerca 95 quilômetros da cidade de Nova York, nos Estados Unidos (EUA).
A aeronave que levou o líder latino-americano e sua esposa, Cília Flores, pousou por volta das 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (3), mais de 16 horas após a captura do casal, em Caracas.
Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite deste sábado (3).
Mais cedo, Maduro foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Um perfil oficial da Casa Branca no X, divulgou as imagens do venezuelano escoltado por agentes.
Trump afirma que os EUA vai governar a Venezuela

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Em uma coletiva de imprensa na Flórida, Trump afirmou que seu governo deve administrar a Venezuela até que uma transição seja concluída, após a captura de Maduro.
“Nós vamos governar o país até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e nos deparemos com a mesma situação que tivemos nos últimos anos”, declarou.
Trump não estabeleceu um prazo limite para a ocupação americana. Ele afirmou que caberia aos Estados Unidos decidir quando o país retornaria ao controle venezuelano.
O presidente americano também disse que a economia petrolífera na Venezuela está um “fracasso” e acrescentou que os EUA estão “prontos” para realizar um segundo ataque “muito maior” ao país, se necessário.
Segundo Trump, Marco Rubio, secretário de Estado, está em contato com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que concordou em fazer o que os EUA “precisam” para a transição.
No entanto, horas depois, ela afirmou que há apenas um presidente em seu país: Maduro e que não tem planos para cooperar com os EUA. “O que estão fazendo com a Venezuela é uma barbárie”, afirmou.
Após a declaração de Rodriguez, Rubio afirmou que os Estados Unidos tomarão decisões com base nas “ações e fatos” do governo venezuelano nos próximos dias.
“Acreditamos que eles terão oportunidades únicas e históricas para prestar um grande serviço ao país, e esperamos que aproveitem essa oportunidade”, disse o secretário ao The New York Times, referindo-se a autoridades do governo venezuelano.






