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Centro de detenção de imigrantes em New Jersey é palco de confrontos

Foto: Reprodução

Os distúrbios começaram, segundo a imprensa local, quando um grupo favorável ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) apareceu neste sábado próximo ao Delaney Hall, onde manifestantes estão acampados há mais de uma semana em protesto contra as supostas condições desumanas enfrentadas por imigrantes detidos no centro.

Um grupo de agentes federais com escudos antimotim — alguns armados com rifles — e apoiado por um veículo blindado também estava posicionado na entrada da instalação. A presença reforçada ocorreu depois dos confrontos registrados nesta semana entre agentes do ICE e manifestantes contrários ao presidente Donald Trump.

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Na sexta-feira, em resposta aos protestos violentos que terminaram com nove prisões, a governadora democrata de Nova Jersey, Mikie Sherrill, anunciou a criação de uma área protegida destinada a manifestações pacíficas em frente ao centro.

A governadora afirmou que quer evitar a repetição do que aconteceu em janeiro passado em Minneapolis, quando agentes de imigração mataram dois cidadãos norte-americanos durante protestos contra operações policiais.

Deputados, ativistas e familiares estão em vigília no local há mais de uma semana, cobrando respostas sobre a situação dentro da unidade — administrada por uma empresa privada — que abriga cerca de 300 imigrantes. Alguns dos detidos iniciaram uma greve de fome após denunciarem as condições consideradas desumanas.

O Delaney Hall, o maior centro de detenção do ICE na costa leste dos Estados Unidos, com capacidade para mais de 1.000 pessoas, é operado pelo GEO Group por meio de um contrato de 15 anos avaliado em US$ 1 bilhão.

Desde o início da campanha de deportações em massa promovida por Trump, o centro tem sido alvo de críticas devido à superlotação.

Pelo menos 17 imigrantes morreram sob custódia do ICE desde o início do ano. No entanto, uma investigação recente da CNN aponta que quase 50 detidos morreram desde que Trump assumiu a presidência — o maior número de mortes registrado em pelo menos duas décadas.

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