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CIA tinha informante dentro do governo Maduro, diz New York Times

Donald Trump recebe informações sobre a operação de captura de Nicolás Maduro de Pete Hegseth, chefe do Pentágono (à esquerda), observado pelo diretor da CIA, John Ratcliffe – Foto: Bloomberg

Conforme A informação foi publicada pelo jornal New York Times, a CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) manteve um informante dentro do governo da Venezuela que monitorou a localização do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) nos momentos anteriores à sua captura por forças especiais norte-americanas.

A agência produziu a principal inteligência usada pelos militares dos EUA. A localização de Maduro foi acompanhada por meio de drones, que fizeram vigilância quase contínua do território venezuelano. O trabalho também contou com dados fornecidos por informantes locais.

O NYT afirmou que a CIA tinha oficiais operando clandestinamente na Venezuela desde agosto. Eles mapeavam o chamado “padrão de vida” de Maduro –rotina, deslocamentos e hábitos.

Não há confirmação pública sobre como o informante venezuelano foi recrutado. Ex-autoridades disseram ao jornal que o processo pode ter sido facilitado pela recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo dos EUA por informações que levassem à captura do líder venezuelano.

Agência teria recebido recompensa. O NYT afirma que não está claro como a CIA recrutou o informante venezuelano, mas ex-funcionários afirmam que a agência teria recebido uma recompensa de R$ 50 milhões em troca de informações que levassem à captura do presidente venezuelano.

Operação envolveu “meses de planejamento meticuloso”. Ainda de acordo com o jornal, um funcionário do alto escalão dos EUA disse que a CIA tinha Maduro “grampeado” desde o início do planejamento do ataque.

Maduro e a esposa foram detidos em “questão de segundos” e não tiveram tempo de reagir. Trump disse ao canal norte-americano Fox News que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e que “foi como assistir a um programa de TV”, afirmou.

Operação contou com um “grande número” de helicópteros e aeronave militares. Segundo Trump, militares ensaiaram por dias a abordagem. Ele comparou a ação de hoje com o ataque do país a plantas nucleares do Irã em junho de 2025.

Em uma foto divulgada por Trump, Maduro aparece com olhos vendados e algemado em um navio. Mais tarde, Trump disse que tropas dos EUA ficarão na Venezuela enquanto um novo governo não for instituído. “Vamos governar o país até que uma transição adequada possa ocorrer”, declarou.

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