Da máquina de escrever à I. A.

Desde o surgimento da máquina de escrever, nos meados do século XIX (1850), a escrita passou por grande evolução, fosse pela estética, ou mesmo pela necessidade de haver materiais impressos na praça, como: jornais, livros e panfletos. Naquela época tudo era muito rudimentar e a impressão no papel não era tão diferente assim. Os primeiros modelos eram manuais e exigiam um acionamento mecânico das teclas, além do rolo de papel e sua fita de carbono, sem esquecer das alavancas que posicionavam o local de onde começar a escrita. Paralelo a isso, haviam as salas do curso de datilografia, muito comuns entre os anos de 1970 e 1990, pois o mercado de trabalho exigia um diploma nessa categoria.
Com o tempo, eis que surge a máquina de escrever elétrica, e pasmem, além da facilidade da escrita mais rápida, tinha uma função ainda mais moderna: caso você teclasse uma letra errada, era só voltar que a palavra era corrigida, sem precisar ter que apagar manualmente com a borracha ou com umas etiquetinhas de cor branca. Enquanto alguns achavam que o progresso pararia por aí, eis que surge no início dos anos de 1990 os primeiros computadores e com eles aquela nova linguagem da informática e todos os seus inúmeros recursos tecnológicos.
Não se passaram trinta anos desde o lançamento da era dos computadores no Brasil e lá vem mais novidades. Agora é a vez da A. I. ou I. A., conhecida popularmente como ‘inteligência artificial’, apesar de ser difundida atualmente ela começa de fato a ser falada de fato, desde 1950, pelo matemático Allan Turing, que dizia “é possível uma máquina pensar, e imitar o comportamento humano inteligente”. E hoje é sabido que ela já abrange a ciência da computação, estatísticas, linguística, neurociência, engenharia de hardware, de software e a filosofia.
Com toda essa evolução tecnológica é melhor não duvidarmos mais de nada e evitar dizer que não teremos mais mudanças nesse campo, pois pelo que dá para ver que isso é só o começo de um novo capítulo da história da informatização global. Trocando em miúdos, é melhor aprendermos um pouco mais sobre essa nova tecnologia, para não nos tornarmos reféns e no final sermos usados como fantoches daqueles que a dominam.
Então, tenhamos cuidado em acreditar logo de imediato no que realmente vemos, e nunca esquecer de checar se a imagem/notícia é fato ou fake. #ficaadica

Luiz Galvão é jornalista, escritor e presidente da Academia Canedense de Letras.



