Política

Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 73 anos

 Foto: EVARISTO SA/AFP

Ex-ministro Raul Jungmann, morreu neste domingo (18), aos 73 anos. Ele comandou os ministérios da Defesa e da Segurança Pública, no governo de Michel Temer (MDB), e do Desenvolvimento Agrário, no 1º mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Era presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) desde 2022.

Jungmann estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, e tratava de um câncer no pâncreas. Nascido no Recife (PE) em 3 de abril de 1952, deixa mulher e 2 filhos. 

Foi diagnosticado com a doença no 2º semestre de 2024. Nas últimas semanas, estava em casa recebendo tratamento paliativo. No fim de semana, voltou ao hospital. Ainda não há informações sobre o velório.

Ao longo da carreira política, o pernambucano ocupou quatro vezes o cargo de ministro. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Ainda no governo FHC, ele ocupou as presidências do Ibama e do Incra.

Já na gestão de Michel Temer, comandou as pastas da Defesa e da Segurança Pública e também foi responsável por coordenar operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem, que autorizaram o emprego das Forças Armadas em Estados afetados por crises na segurança pública.

Desde 2022, ele presidia o Instituto Brasileiro de Mineração, o IBRAM, entidade que representa o setor no país. Em nota, a organização lamentou a morte de Jungmann e informou que o velório do ex-ministro ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

O Instituto destaca que o ex-ministro comandou a entidade num momento decisivo e será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética.

Apesar da doença, Raul Jungman se mantinha ativo nas discussões sobre a exploração dos minerais críticos no Brasil.

No ano passado, durante o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, se reuniu com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para discutir o interesse americano em terras raras e minerais críticos brasileiros.

Políticos de diferentes lados lamentaram o falecimento de Jungmann. O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que “ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional”.

Responsável por nomear Jungmann às pastas da Segurança e da Defesa, o ex-presidente Michel Temer afirmou que o pernambucano foi “um brasileiro que soube servir ao país”.

O senador e ex-presidente do Senado Renan Calheiros publicou uma foto com o ex-ministro e afirmou que o “Brasil perdeu um dos principais pensadores e formuladores da nação”.

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues, classificou Jungmann como “um dos mais capacitados e éticos homens públicos” e disse que a política brasileira perde um grande quadro, um homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público”.

Entre governadores, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, ressaltou o papel de Jungmann na criação do Sistema Único de Segurança Pública, que classificou como “um marco na construção de políticas baseadas em cooperação e coordenação”.

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