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“Fadinha do Skate” Rayssa Leal: medalhista olímpica completa 18 anos com novos sonhos e paixões

Rayssa Leal completa 18 anos — Foto: Infoesporte

Uma medalha de prata aos 13 anos de idade. O Brasil – em quarentena devido à pandemia da Covid-19 – sintonizado nas imagens que chegavam da pista de skate nas Olimpíadas de Tóquio. Para o grande público, naquele dia 26 de julho de 2021, surgia a “fadinha” Rayssa Leal – que aos 7 anos já havia viralizado sobre um skate, fantasiada de fada (relembre aqui).

A vida da maranhense mudou para sempre desde então. Ganhou títulos, status de estrela, outra medalha olímpica, patrocinadores, fãs e se tornou uma celebridade do esporte. Parece que foi “ontem”, mas o fato é que a menina cresceu e, neste domingo (04), completa 18 anos de idade.

– A Rayssa é a Rainha do skate, não tem como. A evolução de manobras e a evolução como ser humano são impressionantes. Ela virou um ícone do skate. Podemos descrever o skateboard brasileiro e mundial como antes da Rayssa e depois da Rayssa. Ela, com certeza, trouxe visibilidade, respeito não só para o skate, mas para o skate feminino. Ela conseguiu levar o skate feminino junto com a atitude e com o estilo, isso é demais. Podem esperar, ainda tem muita história a ser escrita – comentou Geninho Amaral, skatista e comentarista do esporte na “TV Globo”.

O apelido de infância ficou para trás. Surgiram novos hobbies, paixões, manobras, sonhos, objetivos.

A prata olímpica na capital japonesa foi a responsável por alçar Rayssa Leal às páginas mais importantes do Brasil em Olimpíadas. Ela, que se tornou a atleta mais jovem do país a subir ao pódio em uma edição dos Jogos, empilhou troféus. No currículo estão o bicampeonato do X Games (Chiba 2022 e 2023), dois outros no Mundial da World Skate (além de uma prata e um bronze), o tetracampeonato da SLS, a Liga Mundial de Skate Street (2022 a 2025) e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023.

Em Paris 2024, em uma versão bem diferente de Tóquio, por estar diante da pressão de uma apresentação bem-sucedida e suscetível às críticas dos “haters” nas redes sociais, terminou com a medalha de bronze. Um feito enorme. E um alívio. Meses depois, admitiu ter sentido medo de decepcionar.

Explosão nas redes sociais

O fenômeno “Fadinha do Skate” explodiu com a exibição nas pistas de Tóquio. A modalidade estreante da edição apresentou uma menina sorridente e simpática em meio à disputa por um seleto lugar na galeria dos primeiros medalhistas do esporte nas Olimpíadas.

Conhecida no nicho, a fã da veterana Letícia Buffoni “furou a bolha”. Iniciou as Olimpíadas com cerca de 600 mil seguidores e ultrapassou a casa dos cinco milhões no dia posterior à prata. Hoje, em sua conta no Instagram, há 8.5 milhões de seguidores – dentre eles, astros brasileiros e mundiais.

-Todos os pontos e evolução da carreira da Rayssa são impressionantes, tanto como skatista, mas como mulher também. É uma coisa impressionante você ir para uma olimpíada completamente diferente, primeira vez do skate, um ano depois de uma pandemia.

E ela traz alegria para um mundo inteiro. Isso é único, eu nunca vi. Eu ando de skate há 40 anos, competi o mundo inteiro e nunca vi isso. A gente nunca viu uma coisa dessa de estourar a bolha do jeito que foi, de todos os brasileiros se sentirem representados num momento muito difícil. Ela trouxe esperança ali – completou Geninho.

fonte: ge

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