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Família de Manoel Carlos processou a Globo meses antes da morte; entenda a briga

Manoel Carlos, autor e novelista – Foto: TV GLOBO / Nelson Di Rago

O autor Manoel Carlos, conhecido por novelas como Mulheres Apaixonadas (2003) e Páginas da Vida (2006), morreu no sábado, 10, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Um dos dramaturgos mais aclamados da teledramaturgia brasileira, ele rompeu com a Globo em 2015, em circunstâncias consideradas pouco amistosas para ambos os lados.

De acordo com apuração do Terra, em setembro de 2025, a produtora Boa Palavra, ligada à família de Manoel Carlos, moveu um processo contra a Globo. A empresa, criada por Julia Almeida, filha do escritor, alegava que a emissora não vinha prestando contas de maneira adequada sobre os rendimentos gerados pelas obras do novelista. Apesar da morte do autor, o caso continua tramitando na 21ª Vara Cível do TJRJ.

Segundo a ação, a Globo não apresenta dados suficientes para a conferência dos valores repassados à produtora. O questionamento envolve receitas obtidas com reprises, negociações internacionais e novos projetos derivados de textos de Manoel Carlos. Nos autos, a família sustenta que os relatórios enviados pela emissora são genéricos e não permitem identificar como foram calculados os montantes pagos.

A produtora afirma ainda que buscou uma solução amigável antes de recorrer à Justiça, mas não obteve retorno satisfatório do grupo televisivo. O pedido formal é para que a Globo apresente os demonstrativos financeiros referentes aos últimos dez anos, com a discriminação detalhada de contratos e pagamentos.

O episódio começou em meio à reexibição de História de Amor (1995) nas tardes da emissora e à preparação de um remake de Páginas da Vida (2006) por uma emissora portuguesa, em parceria com a Globo. No mesmo processo, a relação entre o autor e a empresa já vinha sendo descrita como distante nos bastidores, marcada por críticas da família à forma como o escritor foi tratado na reta final de sua carreira.

A família também teria apontado insatisfação com a maneira como a Globo tratou Manoel Carlos após o desempenho abaixo do esperado de sua última novela, Em Família (2014). O desgaste na relação se intensificou em 2022, quando a emissora produziu um documentário para celebrar a carreira dele sem a participação do próprio autor.

Manoel Carlos morreu no sábado, 10, o autor tratava a doença de Parkinson, que, no último ano, provocou o degração de seu quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi confirimada. O velório e o sepultamento devem ocorrer neste domingo, 11, em cerimônia reservada a amigos e familiares.

fonte: terra

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