Jovem atropelado era agredido e ameaçado por namorada: “Cortar seu pescoço”

Geovanna Proque da Silva, 21 anos, foi presa após matar Raphael e Joyce – Foto: Reprodução/Redes sociais
O jovem Raphael Canuto Costa, 21, que morreu após ser atropelado pela própria namorada na capital paulista, chegava com arranhões e machucados no trabalho, segundo os amigos dele. Ele também era ameaçado de morte pela companheira, Geovanna Proque da Silva, 21.
Joyce Corrêa da Silva, 19, que estava na garupa da moto pilotada por Raphael, também morreu e uma pessoa foi ferida na ocorrência.
Amigos disseram que a relação do casal era conturbada. Um deles contou ao Domingo Espetacular (Record TV) que comentou com a dupla que o casal não poderia trocar xingamentos e que isso não faria bem ao relacionamento. Raphael teria respondido que era a namorada que fazia as ofensas.
Raphael também recebia ameaças, inclusive de morte, da namorada. Em uma das mensagens divulgadas pela emissora, e que teria sido enviada por Geovanna ao companheiro, a mulher diz: “Se eu for aí, essa faca de picanha vai cortar o seu pescoço”.
Outra amiga da vítima contou que trabalhou um tempo com Raphael e ele sempre chegava com arranhões e machucados no trabalho. As lesões seriam provocadas por Geovanna, de acordo com os amigos. Segundo Giovana Supino da Costa, o casal também brigava e a jovem ameaçava que ia agredir e matar o rapaz.
Thiago Fernandes, amigo de Raphael, disse que Geovanna demonstrou frieza após cometer o crime e informar aos amigos do companheiro. “Ela tava consciente daquilo que ela fez. Não demonstrava nenhum arrependimento, não demonstrava nada.”
Família e amigos lamentam as mortes
Maria Socorro Canuto, mãe de Raphael, disse que sabia do namoro do filho com Geovanna, porém, a mulher era “de poucas palavras”. A genitora declarou que o que mais a chocou no caso foi a brutalidade com a qual o filho foi morto.
“Ele era um anjo, um menino que não tinha maldade, de coração muito bom, muito trabalhador, responsável, um menino incrível. Esse era o meu filho.” – Maria Socorro Canuto, mãe de Raphael
Irmão de Joyce disse que a jovem era amiga de Raphael. “E se fosse outra coisa, quem é você para tirar a vida de alguém? Por ciúmes, por posse. Não foi legítima defesa, não foi nada. Não justifica tirar a vida de alguém assim.”
Mãe de Joyce diz que a vida da família dela e de Raphael “acabou” após o crime. Patrícia Aguiar declarou que, ao mesmo tempo que dói, o crime revolta a todos. Ela também criticou que a madrasta de Geovanna tenha acompanhado a enteada no carro durante o crime. À polícia, a madrasta afirmou que pediu para a enteada parar o automóvel. Procurada pela emissora, a madrasta disse que não comentaria o caso.
Relembre o caso
Geovanna foi presa após matar o namorado e amiga dele. Ela perseguiu a moto na qual Raphael Canuto Costa, 21, e Joyce Corrêa da Silva, 19, estavam e os atropelou. O caso aconteceu na rua Professor Leitão da Cunha, no bairro do Campo Limpo, zona sul da cidade.
Antes do atropelamento, Geovanna teria brigado com Raphael por ciúmes. O desentendimento começou porque o namorado estava em um churrasco com a presença de outras mulheres, informou uma testemunha à polícia.
Corpos de Raphael e Joyce ficaram presos às ferragens do carro, segundo o boletim de ocorrência. A morte deles foi constatada pelo Samu ainda na cena do crime.
Um pedestre que passava no local também foi atropelado. Ele teve um corte na cabeça, foi levado a um hospital e recebeu alta em seguida.
Geovanna enviou mensagens com ameaças, relatou outra testemunha. Uma amiga do casal disse que, por volta das 2h da madrugada, Geovanna passou a mandar mensagens reclamando da presença de uma mulher que não conhecia na festa. “Ou você resolve, ou eu resolvo”, teria dito, segundo boletim de ocorrência.
Raphael foi velado no cemitério Parque dos Ipês, em Itapecerica da Serra. Já Joyce foi supultada no Cemitério Jardim da Paz, em Embu das Artes.
A defesa de Geovanna apresentou à polícia laudos médicos que informavam que ela sofria de depressão desde os 15 anos e passava por acompanhamento psiquiátrico. O documento aponta ainda que ela chegou a solicitar auxílio por incapacidade temporária ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
Relatório da perícia realizada por Geovanna para tentar obter o benefício do governo diz que a jovem apresentava “ideação suicida”. O documento assinado pelo médico Vinício Caio Baptista Rossi também afirma que ela tomava medicamentos controlados.
fonte: uol

