MDB racha no 2º turno: 17 diretórios apoiam Flávio Bolsonaro e 10 ficam com Lula

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O MDB está dividido no segundo turno da eleição presidencial. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto dez anunciaram que estarão ao lado de Lula (PT). Em um estado, os filiados foram liberados para votar no candidato de sua preferência.
A divisão ficou evidente nesta terça-feira (13). Em evento realizado em São Paulo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, anunciou o apoio da maioria dos diretórios estaduais a Flávio Bolsonaro. O candidato participou do encontro, que reuniu representantes desses estados.
Durante a tarde, a ala do partido favorável à reeleição de Lula e Geraldo Alckmin também formalizou seu posicionamento.
Veja a divisão abaixo:
Diretórios que fecharam com Flávio Bolsonaro:
- Acre;
- Amapá;
- Distrito Federal;
- Espírito Santo;
- Goiás;
- Mato Grosso;
- Mato Grosso do Sul;
- Minas Gerais;
- Paraná;
- Rio de Janeiro;
- Rio Grande do Norte;
- Rio Grande do Sul;
- Roraima;
- Santa Catarina;
- São Paulo;
- Sergipe;
- Tocantins.
Diretórios que fecharam com Lula:
- Amazonas;
- Alagoas;
- Bahia;
- Ceará;
- Maranhão;
- Pará;
- Pernambuco;
- Piauí;
- Paraíba;
- Rondônia.
Em nota, os emedebistas pró-Lula afirmaram que a decisão segue o compromisso do partido com o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e renda, a redução das desigualdades e a justiça social.
Baleia Rossi listou cinco pontos que, segundo ele, estão alinhados às propostas de governo de Flávio Bolsonaro: responsabilidade com os gastos públicos; valorização do agronegócio; fortalecimento dos estados e municípios, segurança pública e combate ao crime organizado; pacificação nacional e defesa da democracia. Direcionado a Flávio Bolsonaro, baleia disse:
“O eleitor foi às urnas no primeiro turno e escolheu a mudança. E depositou em você a esperança de ter uma vida melhor. Por isso, ao lado dos nossos deputados federais e estaduais, da nossa militância, estamos aqui pra desejar um arranque final. Vamos ter uma grande vitória, que é a vitória da mudança no nosso país.”
No promeiro turno da eleição, o MDB não apoiou nenhum candidato ao Planalto e deixou os diretórios livres para definir alianças conforme a realidade local. O PT queria atrair a sigla para a coligação de Lula, mas, segundo integrantes do MDB, nunca houve negociação concreta.




