Polícia

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixa prisão após julgamento

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A professora Monique Medeiros, de 37 anos, deixou nesta quinta-feira (4) a prisão a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu (RJ), após receber perdão judicial pelo caso da morte de seu filho, Henry Borel.

O Tribunal do Júri do Rio condenou Dr. Jairinho e poupou Monique. A decisão sobre a morte de Henry Borel ocorreu na madrugada desta quinta-feira (4). Ele recebeu pena de 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão.

Os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso (com intenção de matar) contra Monique. O júri entendeu que houve negligência e a condenou por omissão diante da tortura do filho, sem intenção de matar.

A juíza Elizabeth Machado Louro sentenciou a mãe a um ano e quatro meses de detenção. Como Monique já cumpriu esse tempo na prisão preventiva (vaga temporária antes da decisão final), ela recebeu o perdão judicial.

A Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal) confirmou a soltura de Monique nesta tarde. O UOL também entrou em contato com a advogada de defesa de Monique. O espaço será atualizado assim que houver manifestação.

Na leitura da decisão, a juíza afirmou que houve “excesso claramente despropositado”. Defesa de Monique comemorou o resultado. “Ela foi massacrada pela opinião pública que nem sequer tinha lido o processo. Pedimos aos jurados para decidirem com base nas provas e não em fake news propagadas no Instagram”, afirmou a advogada Florence Rosa.

Prisões e decisões anteriores

Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021 pelo assassinato do menino Henry. A professora chegou a ter a prisão relaxada em março de 2026 por excesso de prazo, mas acabou detida novamente.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes ordenou o retorno de Monique à cadeia. Em abril, Mendes argumentou que a gravidade do crime e o risco de coação de testemunhas exigiam a prisão.

Recursos e reações ao julgamento

A advogada Florence Rosa comemorou o resultado e criticou o julgamento feito pela opinião pública. “A defesa mostrou as provas. Pedimos aos jurados para decidirem com base nas provas e não em fake news (notícias falsas) no Instagram”, disse.

O Ministério Público do Rio de Janeiro vai recorrer da decisão contra o perdão de Monique. A defesa de Dr. Jairinho também afirmou que vai entrar com recurso na Justiça para contestar a condenação dele.

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