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Morte de brasileiro que viajava pelo mundo de fusca com o cachorro comove milhões de pessoas

Jesse Koz tinha milhares de seguidores nas redes sociais. Ele seguia para o Alasca quando sofreu acidente no estado americano de Oregon.

A morte de um brasileiro no noroeste dos Estados Unidos comoveu milhões de pessoas. Ele era conhecido nas redes sociais por milhares de seguidores que acompanhavam uma viagem de carro para o Alasca acompanhado por um cachorro.

Entre ficar e ir, Jesse Koz  não teve dúvidas: “Eu vivia uma vida que eu não queria viver, já que a vida que eu queria viver eu não poderia viver porque eu vivia dentro de um shopping vendendo roupa para desconhecido”, diz Jesse em um vídeo.

Essa história começou em 2017, em Balneário Camboriú , em Santa Catarina.

“Ele só tinha um videogame, uma televisão, um micro-ondas e uma moto. Aí ele vendeu essas coisas, deu aí uns R$ 10 mil, e todo mundo dizia: ‘Cara, você é louco’. Ele decidiu sair do emprego, decidiu abandonar a faculdade de Educação Física, comprou o fusquinha, pegou o Shurastey, falou: ‘Quer saber? Eu vou viajar’. ‘Para onde você vai?’ ‘Não sei. Vou viajar’”, conta Felipe Pires, amigo de Jesse.

E foi no fusca 78, batizado de Dodongo, com o inseparável parceiro Shurastey , que Jesse rodou pela América do Sul, América Central.

“A gente conheceu junto o Caribe da Costa Rica, um dos lugares mais bonitos e mais incríveis que a gente passou na viagem. Shurastey esteve sempre junto comigo. Quando eu decidi fazer essa viagem, ele sempre esteve nos planos. A gente conheceu juntos a neve pela primeira vez. A gente foi junto pela primeira vez ao Nordeste brasileiro. A gente foi junto em praticamente todas as cachoeiras que a gente conheceu no continente”, contou Jesse em um vídeo.

Foram 17 países. As aventuras, as dificuldades, as experiências foram compartilhadas com os milhares de seguidores nas redes sociais. Alguns patrocínios e a venda de adesivos ajudavam a tocar as viagens.


Essa história começou em 2017, em Balneário Camboriú, em Santa Catariana.

“Ele só tinha um videogame, uma televisão, um micro-ondas e uma moto. Aí ele vendeu essas coisas, deu aí uns R$ 10 mil, e todo mundo dizia: ‘Cara, você é louco’. Ele decidiu sair do emprego, decidiu abandonar a faculdade de Educação Física, comprou o fusquinha, pegou o Shurastey, falou: ‘Quer saber? Eu vou viajar’. ‘Para onde você vai?’ ‘Não sei. Vou viajar’”, conta Felipe Pires, amigo de Jesse.

E foi no fusca 78, batizado de Dodongo, com o inseparável parceiro Shurastey , que Jesse rodou pela América do Sul, América Central.

“A gente conheceu junto o Caribe da Costa Rica, um dos lugares mais bonitos e mais incríveis que a gente passou na viagem. Shurastey esteve sempre junto comigo. Quando eu decidi fazer essa viagem, ele sempre esteve nos planos. A gente conheceu juntos a neve pela primeira vez. A gente foi junto pela primeira vez ao Nordeste brasileiro. A gente foi junto em praticamente todas as cachoeiras que a gente conheceu no continente”, contou Jesse em um vídeo.

Foram 17 países. As aventuras, as dificuldades, as experiências foram compartilhadas com os milhares de seguidores nas redes sociais. Alguns patrocínios e a venda de adesivos ajudavam a tocar as viagens.

“Mas olhando para trás, aquele início amador foi onde eu fui mais feliz sem sombra de dúvida. Tudo era novo. Tudo era muito intenso. E eu me senti vivo como em nunca na minha vida”, disse Jesse em um vídeo.

A ideia era ir até o Alasca. No mês passado, a dupla chegou a Nova York, e o registro foi em um dos cruzamentos mais famosos do mundo.

Na segunda-feira (23), um acidente pôs fim à aventura de forma trágica. Os companheiros morreram em uma estrada no estado americano de Oregon, a dois dias do Alasca. Jesse tinha 29 anos.

Nas redes sociais, muitas mensagens lamentando o acidende. Corintiano, Jesse recebeu homenagem do time do coração: “É assim que lembraremos do Jesse e do Shurastey.”

O piloto Rubens Barrichello postou fotos de quando os dois passaram pela cidade de Orlando, na Flórida: “A energia dos dois juntos era algo tão mágico. Quis o destino que vocês nunca se separassem, amigos.”

Desde que partiram de Balneário Camboriú , Jesse e Shurastey rodaram 85 mil quilômetros. Amigos e parentes dizem que o cão deve ser cremado no Estados Unidos  e as cinzas trazidas de volta para a cidade, junto com o corpo de Jesse. Ainda não há uma data certa para isso acontecer.

“Ele tinha uma frase que ele sempre falava, que a vida é mais do que ficar esperando. Ele não esperou. Ele foi lá, ele viveu o que queria ter vivido. Não chegou até o ponto final, mas, como ele mesmo dizia também, é o caminho que importa, não só o destino final”, lembra Letícia Kondlatsch, amiga de Jesse.

Fonte: g1

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