O pet, o humano e a pulga.

Há muito tempo que a relação cão-gato-humano deixou de ser apenas um convívio de tê-los somente para cuidar da segurança da casa, ou comer ratos e pequenos insetos. Os pets, como são chamados hoje em dia, deixaram esta função para se tornar membros oficiais das famílias brasileiras, quiçá mundiais. E essa relação chamada de ‘vinculação’ ou ‘relacionamento tutor-pet’ é de fundamental importância para o bem-estar dos bichinhos, influenciando sua saúde física e emocional.
Além disso, um bom relacionamento envolve cuidados, atenção e compreensão das necessidades do pet, criando um vínculo de confiança, respeito e principalmente, amor. Segundo a veterinária especialista em pets infantis, Dra. Adriana Paes, “cuidar de um pet é uma responsabilidade que requer dedicação e compromisso. Ao seguir o ciclo de cuidados veterinários recomendados, o tutor estará investindo na saúde e no bem-estar do amigo de quatro patas, com isso, garantindo muitos anos de felicidade juntos”.
Vale ressaltar que existem vários tipos de pets além dos cachorros e gatos, como: hamsters, coelhos, lagartos, porquinhos-da-índia, inclusive pássaros e peixes, todos fáceis de tratar e podem ser uma ótima escolha para as famílias com crianças.
Por fim, têm os benefícios que os acompanham: a companhia e a redução da solidão, do estresse e da ansiedade, tanto deles, quanto dos tutores. A atividade física feita diariamente, quando tem que levar um animal para praticar exercícios, acabamos praticando também. Sem deixar de citar a alimentação, a higiene, as visitas ao veterinário, água fresca sempre, dentre outros. Constantemente, os nossos bichinhos nos ensinam sobre o amor, a paciência, o respeito e o carinho, nisso eles são mestres.
Mas infelizmente tem o outro lado, onde temos acompanhado ‘donos’ de animais que não são preparados para ter um companheiro em sua casa, por isso, é quase que reincidente vermos passar nos noticiários bichinhos que são abandoados nas ruas ou em terrenos baldios, quando não, ficam amarrados, sem alimentação e jogados à sorte, pois esses seres não têm o preparo fundamental dessa relação, o afeto. E nesses casos é melhor que fiquem separados, pois ter um membro na família é cuidar diariamente e isso é para poucos. Ah! Já ia esquecendo, sobre a pulga: é melhor deixá-la fora disso, pois assim como os maus tutores, elas também não merecem ser evidenciadas aqui, concordam?

Luiz Galvão é jornalista, escritor e presidente da Academia Canedense de Letras.


