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Guarda Revolucionária desafia Trump a escoltar navios no Estreito de Hormuz

Foto: U.S. Navy/Mass Communication Specialist 1st Class Jesse Monford/via REUTERS

Um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã desafiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a enviar embarcações navais norte-americanas para escoltar navios petroleiros pelo Estreito de Hormuz, informou a mídia estatal iraniana hoje.

“A propósito, estamos aguardando sua presença [dos EUA]”, desafiou o porta-voz da Guarda Revolucionária. Segundo a mídia estatal, Alimohammad Naini disse que o “Irã saúda veementemente a escolta dos petroleiros e o fato de que as forças dos EUA estarão presentes na travessia do Estreito de Hormuz”.

A Marinha dos EUA poderia começar a escoltar navios petroleiros pelo Estreito de Hormuz, se necessário, disse Trump na terça-feira (3). O conflito no Oriente Médio interrompeu o transporte marítimo e as exportações de energia através do vital Estreito de Hormuz.

Porta-voz ironizou os EUA e sugeriu que o país repense antes de decidir escoltar os petroleiros pelo Estreito de Hormuz. “Recomendamos que, antes de tomar qualquer decisão, os norte-americanos se lembrem do incêndio do superpetroleiro norte-americano Bridgeton em 1987 e dos navios petroleiros que foram alvos recentes”, acrescentou Naini.

O Estreito de Ormuz é descrito como um dos corredores energéticos mais importantes do planeta. O estreito é um canal marítimo localizado entre Irã e Omã, conectando o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia e ao oceano aberto. A ameaça de interrupção da rota aumenta a tensão na região.

Pelo menos nove navios foram atacados desde que os EUA e Israel iniciaram os primeiros ataques ao Irã no sábado (28). A Guarda Revolucionária ordenou que os navios não cruzassem a hidrovia estratégica.

Estreito de Hormuz e ataques

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse ontem à NBC News que o Irã “não tem intenção” de fechar a passagem “por enquanto”. Porém, ele apontou que vai considerar “todas as possibilidades” se a guerra continuar. Araghchi afirmou que, neste momento, o temor de ataques faz navios e petroleiros evitarem atravessar a rota.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido com drones o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln. O grupo ainda disse que a embarcação teria deixado a área após o ataque. A versão foi divulgada pela agência semioficial Tasnim, associada à Guarda Revolucionária Islâmica.

De acordo com o Irã, o porta-aviões se aproximava da fronteira marítima do Irã e tinha o objetivo de controlar o Estreito de Hormuz. O Abraham Lincoln foi usado na guerra do Golfo, em 1991, na Guerra do Afeganistão, em 2001, e na invasão ao Iraque, em 2003. Ele tem sistema de propulsão nuclear e pode passar 25 anos sem abastecimento.

Os Estados Unidos negaram o ataque ao porta-aviões. “Os relatos não são verdadeiros”, disse um funcionário da Defesa norte-americana à AFP.

Na segunda-feira (2), a Guarda Revolucionária já havia declarado ter acertado o porta-aviões USS Abraham Lincoln com quatro mísseis iranianos. A alegação foi contestada pelo Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações no Oriente Médio.

fonte: uol

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