Política

Quem é o deputado alvo de operação por suspeita de desvio de “emendas pix”

Eduardo Velloso (União Brasil), deputado federal pelo Acre — Foto: Reprodução

Eduardo Velloso

Natural de Rio Branco, onde nasceu em 8 de julho de 1976, Eduardo Ovídio Borges de Velloso Vianna tem 49 anos, se formou em medicina e construiu carreira na área da oftalmologia antes de ingressar no Congresso Nacional, onde exerce o primeiro mandato pelo Acre.

O deputado entrou formalmente na política em 2022, quando se candidatou a deputado federal e foi eleito com 16.786 votos, passando a representar o Acre na 57ª Legislatura (2023-2027). Ele tomou posse em 1º de fevereiro de 2023.

Antes disso, ainda em 2022, assumiu temporariamente uma cadeira no Senado Federal como primeiro suplente do senador Márcio Bittar, durante um período de licença. Na ocasião, destacou pautas voltadas à saúde pública e a demandas regionais do estado.

Em dezembro de 2023, Velloso se afastou do mandato por 120 dias para tratar de interesse particular, retornando às atividades parlamentares em abril de 2024.

Dados oficiais da Câmara dos Deputados indicam que o parlamentar participa de comissões desde o início do mandato, com presença em debates relacionados a saúde, educação e desenvolvimento regional. Ainda segundo o portal da Casa, não há, até o momento, proposições de autoria de Velloso transformadas em lei, nem registro de votações nominais em plenário.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã da quinta-feira (29), uma operação para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares no Acre. A investigação tem como foco possíveis irregularidades na contratação de uma empresa responsável pela realização de shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, no interior do estado, em setembro de 2024.

Segundo apuração da TV Globo, o deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC) está entre os alvos da operação. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao parlamentar em Rio Branco e também no apartamento funcional, em Brasília.

Batizada de Operação Graco, a ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e investiga o suposto desvio de aproximadamente R$ 912 mil em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares individuais, conhecidas como “emendas Pix”. Essa modalidade permite a transferência direta de verbas da União para estados e municípios, sem a necessidade de convênios formais ou de prestação de contas prévia.

De acordo com a Polícia Federal, os investigadores apuram indícios de que os recursos teriam sido utilizados de forma irregular no processo de contratação da empresa responsável pelos eventos culturais, levantando suspeitas sobre direcionamento de licitação e sobre a destinação final do dinheiro público.

Ao todo, estão foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em municípios do Acre e no Distrito Federal. A autorização da Corte se deve ao foro por prerrogativa de função de um dos investigados.

As investigações apuram a possível prática de crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos conexos. A Polícia Federal informou que as apurações seguem em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas.

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