Polícia

Síndico estava de luvas e encapuzado ao atacar corretora, em Goiás

Foto: Diomício Gomes/O Popular e Arquivo pessoal/Georgiana dos Passos

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por matar a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, vestia luvas e estava encapuzado quando a atacou, segundo a Polícia Civil. Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), a polícia divulgou um vídeo gravado por Daiane que mostra o momento do ataque no subsolo do prédio em Caldas Novas, na região sul de Goiás.

No dia do crime, Daiane gravava vídeos mostrando a queda de energia e enviava a uma amiga. Porém, o vídeo que mostra o ataque do síndico não chegou a ser enviado. A gravação foi recuperada após o celular da vítima ser achado dentro de uma caixa de esgoto do prédio. Ele foi encontrado pela polícia no dia 30 de janeiro, quando foi feita uma perícia no prédio, e o síndico, que já estava preso, indicou o local. O celular ficou no esgoto por 41 dias.

Cléber confessou o crime à polícia. Em nota, a defesa dele disse que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final. Assim, vai se manifestar só após a análise de todo o conteúdo.

O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso suspeito de ocultação, mas a polícia concluiu que ele não teve participação no crime.

Tiros

Os dois tiros que Daiane recebeu na cabeça não foram foram dados no condomínio, nem no subsolo nem no almoxarifado. De acordo com a polícia, os vestígios de sangue encontrados no almoxarifado são de Daiane, após confirmação por exame de DNA. No entanto, eles possivelmente foram causados por ferimentos causados no momento em que ela foi golpeada.

“O que a gente pode saber tão somente houve uma lesão pretérita porque tem um sangramento ali no local na sala de ferramentas (almoxarifado). Esse sangramento não é significativo. Seria um sangramento muito maior (se fosse pelo tiro), principalmente pela lesão de saída. Imagina uma lesão de tiro saindo no olho”, disse o superintendente da Polícia Científica, Ricardo Matos.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Nielton Santos, o médico legista da Polícia Científica Ricardo Peixoto disse que Daiane foi morta na região de mata. Os tiros foram dados de baixo para cima e provavelmente ela estava deitada. “Possivelmente, ele estava num lugar mais alto e ela num declive. E ele atirou”, disse.

O médico afirmou, ainda, que no momento em que foi atingida pelos disparos, a corretora estava viva. “O coração estava batendo e ela ainda tinha pressão arterial”, disse.

Outro fator que confirma que fez a polícia descartar totalmente que os tiros tenham sido dados no subsolo ou no almoxarifado foram os diversos testes feitos, durante a perícia e reconstituição do crime. Os testes balísticos comprovaram que os tiros não poderiam ter sido dados sem que alguém ouvisse os barulhos. “Qualquer disparo dado no subsolo seria plenamente ouvido na na recepção”, disse André Luiz.

O delegado não tem dúvidas de que o crime foi planejado em detalhes. “Tratou-se, de fato, de um homicídio premeditado, uma emboscada deliberada, na qual ele desligou o padrão de energia da Daiane para que ela descesse ao subsolo. Ele, então, a incapacitou, retirou do local e a executou com dois disparos de arma de fogo”, afirmou.

Nota da defesa do síndico

O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a defesa técnica ainda não obteve acesso à integralidade dos documentos recentemente inseridos na investigação, sobretudo ao relatório final policial, de modo que somente se manifestará após a análise de todo o seu conteúdo“.

fonte: g1

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