Economia

Ultrafarma decide fechar todas as lojas e abrir “unidade conceito”

Sidney Oliveira, executivo da Ultrafarma – Foto: Reprodução/Redes sociais

A Ultrafarma anunciou hoje que fechará as suas sete unidades físicas para se concentrar em uma única “loja conceito” na zona norte de São Paulo. A decisão ocorre seis meses depois da prisão de seu dono, Sidney Oliveira, suspeito de participar de um esquema de corrupção com auditores fiscais da secretaria estadual da Fazenda de São Paulo.

As sete lojas que serão fechadas ficam todas na avenida Jabaquara, zona sul da cidade. A região é a base dos negócios de Oliveira, iniciados há 25 anos. A rede não informou a data prevista para o fechamento dessas unidades nem se haverá demissões.

A promessa é investir todas as fichas em uma “megaloja” na zona norte, também sem data prevista. Com cerca de 3 mil metros quadrados, a unidade venderá medicamentos tradicionais e abrigará uma ótica própria e uma farmácia de manipulação. A “inspiração” é “a megaloja Magalu”, diz a Ultrafarma em comunicado.

A decisão, diz a empresa, é focar na venda online de medicamentos. Enquanto a nova loja terá uma estrutura para “entrega expressa” na Grande São Paulo, o centro de distribuição que já existe cuidará das entregas para o restante do Brasil.

As lojas licenciadas da Ultrafarma continuarão abertas. A empresa diz que há cerca de 100 farmácias com o direito de usar a marca no estado de São Paulo. Ao contrário das franquias, lojas licenciadas têm o direito de usar da marca, mas sem a necessidade de vender o modelo de gestão.

Prisão de Sidney Oliveira

Sidney Oliveira foi preso em agosto de 2025 em investigação de suposto esquema de propinas. O esquema envolveria auditores fiscais da Secretaria da Fazenda paulista. O grupo criminoso favoreceria empresas do varejo por meio de ressarcimentos indevidos de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), segundo o Ministério Público de São Paulo.

Preso no dia 12 de agosto, o executivo foi solto três dias depois. Ele pagou fiança de R$ 25 milhões e foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica. No dia 22 de agosto, seus advogados obtiveram um habeas corpus que suspendeu o pagamento. No dia 29, o Tribunal de Justiça de São Paulo revogou outras medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira.

fonte: uol

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