Drones, sensores e IA: como a Otan está se preparando para um possível ataque russo

Relatórios da inteligência dos Estados Unidos indicam que Vladimir Putin pode atacar um país da aliança nos próximos anos
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vem fortalecendo suas fronteiras para se preparar para um possível ataque russo, segundo uma matéria do Business Insider. O grupo está investindo em drones, sensores, inteligência artificial e novas estratégias para repelir futuras ofensivas.
Recentemente, o The Wall Street Journal revelou que relatórios da inteligência dos Estados Unidos indicam que Vladmir Putin pode tentar atacar um país integrante sa aliança nos próximos anos.
Os possíveis cenários vão de um ataque cibernético até uma incursão terrestre. A ação teria como objetivo testar a reação da aliança e tentar enfraquecer sua união.
Diante das possíveis ameaças, a Otan passou a investir cada vez mais em novas tecnologias. O foco principal da aliança é fortalecer e monitorar suas fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, que se estendem do norte da Finlândia até o Mar Negro.
Uma das novas estratégias envolve operações com drones que usam inteligência artificial, mas continuam sendo comandados por humanos. A expectativa é que a ferramenta ajude a pilotar os drones, enquanto operadores são responsáveis pela decisão final sobre os alvos a serem atingidos.
“Então, os humanos decidem o que o drone faz, mas não precisam necessariamente pilotá-lo, porque não temos um milhão de pilotos”, disse o major Ben Schiff, oficial de operações de software do Exército dos EUA. “Não podemos pilotar um milhão de drones ao mesmo tempo.”
De acordo com o Wall Street Journal, a possibilidade de um confronto direto entre Rússia e Otan passou a ser considerada mais seriamente pelos EUA neste ano. Antes, a avaliação era de que Putin evitaria provocar a aliança enquanto a guerra na Ucrânia estivesse em andamento.
A mudança ocorre em meio às dificuldades enfrentadas pela Rússia no conflito. As tropas de Putin têm conquistado avanços menores no campo de batalha e sofrido mais baixas, enquanto ataques ucranianos provocam danos ao país.
Fonte: R7
