Polícia

A polícia apreendeu 4 fuzis com suspeito de integrar milícia de Zinho

Policiais da 36ª DP (Santa Cruz) apreenderam nesta terça-feira quatro fuzis com um suspeito de integrar a milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. O miliciano se entregou á Polícia Federal no último domingo.

Os agentes também apreenderam uma grande quantidade de munições e carregadores. O suspeito que estava com o armamento foi preso.

Nos últimos meses, a PF e o Ministério Público realizaram várias operações para prender o miliciano. A última delas foi a Operação Dinastia 2, no último dia 19, que teve 5 presos e a apreensão de 4 armas, além de R$ 3 mil em espécie e celulares, computadores e outros aparelhos eletrônicos.

A defesa de Zinho procurou a Secretaria Estadual de Segurança Pública há pouco mais de uma semana para pedir um contato na Polícia Federal (PF) a fim de negociar a rendição do chefe da maior milícia do RJ e, até então, o criminoso mais procurado do estado.

Nem 10 pessoas sabiam dessas negociações.

Após o criminosos se entregar, a PF o deixou na porta de entrada do sistema penal fluminense, em Benfica, ainda na noite de domingo. Em seguida, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) fez uma megaoperação para transferir Zinho ao Complexo Penitenciário de Gericinó.

A operação contou com um comboio formado por, pelo menos, 50 homens do Grupamento de Intervenção Tática (GIT), do Serviço de Operações Especiais (SOE) e da Divisão de Busca e Recaptura (Recap), todos da Seap.

O processo de fichamento e o traslado entre as duas prisões – em um trajeto de 35 Km – durou um pouco mais de uma hora. Agentes da PF deixaram Zinho em Benfica pouco antes das 23h. À meia-noite, o miliciano já estava em Bangu 1.

Foragido desde 2018, Zinho tinha 12 mandados de prisão em aberto e, após negociações, se apresentou na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro.

A defesa não respondeu à tentativa de contato do g1, mas em última nota enviada, no contexto da Operação Dinastia 2, negou que Zinho seja o chefe da milícia e cita uma suposta “total anemia probatória” contra ele. Entretanto, segundo notas da Polícia Federal, a prisão de Zinho neste domingo se deu após negociações entre da defesa com a PF e a Secretaria de Segurança do Rio.

Segundo apuração do blog da Camila Bomfim, Zinho resolveu se entregar após a operação que fez buscas na casa da deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros, a Lucinha, do PSD, que é considerada como o braço político da milícia.

Investigadores ouvidos pelo blog disseram que “chegar à deputada é chegar a todo o esquema”, já que a narcomilícia e a política são um “bloco de poder”: “Quando você atinge um eixo, você atinge o outro”.

Zinho, ainda, estaria com medo, depois que seu sobrinho foi morto, em outubro, durante uma troca de tiros com a polícia, o que desencadeou uma série de incêndios em ônibus pelo Rio.

Fonte: g1

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