A saúde mental dentro das escolas

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Dentro do ambiente escolar, hoje em dia, é comum você encontrar alguém do corpo docente (professores, diretoria, coordenação etc.) ou do corpo discente (alunos em geral), com algum tipo de acometimento no âmbito da saúde mental. Às vezes aparece com pequenos sinais em algum tipo de transtorno, uma crise de ansiedade, ou relatos de burnout, e em outros a depressão, tornando-se parte corriqueira na escola.
De acordo com uma pesquisa realizada pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime, em parceria com a organização Itaú Social, a saúde mental é destaque como a maior dificuldade para 75% das redes de ensino nos últimos anos do ensino fundamental na rede pública do Brasil. Ainda segundo a pesquisa “este dado preocupante é acompanhado pela constatação de que a falta de envolvimento familiar, mencionada por 74,1% dos respondentes, adiciona uma camada adicional de complexidade, transformando-se em um significativo obstáculo para a trajetória educacional nos próximos anos”.
Mas como agir nestes casos? De quem é a responsabilidade de atuar em situações que devem ser amparadas e zeladas dentro das escolas? Existe outro ponto que precisa ser analisado é a questão da violência dentro da sala de aula. Alunos mal-educados que agridem verbalmente e fisicamente professores, e estes já chegam cansados de suas casas, devido à exaustão em suas tarefas diárias em preparar aulas e de cuidar da educação de cada aluno, pois a violência verbal e a intimidação são muito comuns, além de pequenos furtos, roubos e agressões físicas. Tudo isso forma um bolo de problemas a serem resolvidos de forma rápida e precisa pelo poder público.
O índice de afastamento tanto da docência, quanto da parte dos alunos é muito grande e pouco divulgado, devido tratar da questão pessoal de cada um, porém, é sabido que o número é bem relevante, precisando ser cuidado por toda a escola, afinal todos ali convivem diariamente com algum tipo de problema pessoal, que acaba levando para dentro dos muros escolares.
Os desafios enfrentados são inúmeros, todavia se faz necessário que os governantes cuidem melhor destas pessoas, para diminuir os impactos na educação tão fragilizada, executar estratégias e intervenções, ter espaços de acolhimento, capacitar profissionais e promover habilidades socioemocionais são pontos a serem vistos e pontuados, afinal a escola sempre será um berço de aprendizado e acolhimento a todos aqueles que desejam viver melhor física e mentalmente.

Luiz Galvão é jornalista, escritor e presidente da Academia Canedense de Letras.



