Após elogiar política de Lula, Michelle fala em pauta ‘acima de ideologia’

Foto: Reprodução/Beto Barata
Após elogiar política lançada pelo governo Lula, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) falou hoje novamente sobre o tema nas redes sociais, e disse que a defesa da pauta da comunidade surda está “acima de qualquer ideologia ou partido”.
Michelle retomou o assunto em publicação nas redes sociais. Disse que sempre foi uma “defensora das pessoas com deficiência” e que esta é uma pauta “do meu coração”. “Ela está acima de qualquer ideologia ou partido”, escreveu no Instagram.
Publicação vem um dia após Michelle elogiar a Pnebs (Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos). “Realização de um sonho”, escreveu a ex-primeira-dama em uma postagem nos Stories do Instagram. A iniciativa foi lançada recentemente pelo MEC (Ministério da Educação) do governo Lula (PT).
No post de hoje, Michelle citou Jair Bolsonaro (PL) como exemplo. Afirmou que o ex-presidente deu uma “demonstração clara de que o bem das pessoas deve prevalecer sobre diferenças partidárias” quando, no seu governo, sancionou a Lei Amália Barros, apresentada por um parlamentar do PT. O texto reconhece a visão monocular como deficiência sensorial.
“Jair não olhou quem apresentou o projeto”, destacou Michelle. “[Jair] Avaliou o bem que iria fazer às pessoas e sancionou com alegria a lei”, disse também, em um post com imagens ao lado de Bolsonaro na época da sanção do projeto.
Ex-primeira-dama disse também que a Pnebs surgiu no governo Bolsonaro. Segundo ela, no entanto, uma ação judicial atrasou a tramitação e não foi possível entregá-la antes do fim da gestão.
“O mais importante não é quem apresentou a política, mas sim quem se beneficia dela –a Comunidade Surda! Eles estão de parabéns!” – Michelle Bolsonaro, no Instagram
Elogiosos ao governo petista, posts geraram críticas da base bolsonarista. As publicações surgem em meio à crise de Michelle com seu enteado Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. A ex-primeira-dama publicou um vídeo em que disse ter se sentido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa com ele por telefone sobre articulações do partido.



