Caiado considera que STF está em ‘fase procrastinatória’ e pede abertura de investigação contra Alexandre de Moraes

Candidato realizou coletiva de imprensa na terça-feira (15), em Aparecida de Goiânia. Fase procrastinatória é o termo utilizado para descrever momentos em que o andamento do processo fica retido.
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (15), durante entrevista coletiva em Aparecida de Goiânia, que o Supremo Tribunal Federal (STF) está em uma “fase procrastinatória” e defendeu a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
🔎 Fase procrastinatória é o termo utilizado para descrever momentos em que o andamento do processo fica retido em discussões preliminares, pedidos de vista, recursos ou “questões de ordem” que adiam a análise do mérito.
O STF Formou placar de 4 a 3 nesta terça-feira (15) para que as condutas dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam avaliadas de forma independente.
“Tem que se aguardar essa decisão. Está uma votação ali de uma questão de ordem de fazer a junção dos processos para serem julgados no dia 23. Então, ainda está na fase procrastinatória”, afirmou Caiado.
A declaração de Caiado sobre uma “fase procrastinatória” ocorreu ao comentar a votação de uma questão de ordem no STF para julgar processos em conjunto. Ao falar sobre o andamento das deliberações, o candidato declarou que a votação preliminar adia a análise principal do caso.
Ronaldo Caiado (PSD) estava acompanhado do candidato ao governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e dos candidatos ao Senado, Gracinha Caiado (UB) e Dr. Zacharias Calil (MDB).
Regras de nomeação ao STF
Caiado defendeu uma alteração na Constituição para endurecer as regras de nomeação ao STF. Ele propôs a fixação de uma idade mínima de 60 anos para os indicados, além de exigir histórico profissional reconhecido e uma avaliação prévia da vida pregressa realizada por órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e a Polícia Federal antes do encaminhamento do nome pelo Executivo.
O político também ampliou as críticas ao cenário institucional do país, classificando o momento como de “degradação moral completa”. Para ele, a falta de posicionamento de lideranças e o envolvimento de figuras públicas em escândalos geram a deterioração do regime democrático, enquanto problemas sociais graves enfrentados pela população, como a violência, a criminalidade e o endividamento, ficam em segundo plano.
Ao comentar como seria a convivência entre o Palácio do Planalto e o Supremo em um eventual mandato, Caiado declarou que manterá o respeito à Constituição e apontou sua atuação à frente do governo de Goiás como modelo. Segundo ele, a harmonia entre os poderes deve ser conduzida pela autoridade moral do governante e pela recusa a negociações políticas espúrias.
Fonte: g1/Goiás


