Copa do Mundo: Alemanha massacra Curaçao, vence por 7 a 1, na estrea neste domingo

Foto: Divulgação/Terra
A Copa do Mundo de 2026 proporcionou um terrível déjà vu aos torcedores brasileiros. Com requintes de crueldade e acenando à semifinal da Copa de 2014, a Seleção da Alemanha estreou neste domingo, 14, com uma vitória avassaladora por nada menos que 7 a 1 sobre Curaçao, que, apesar da derrota, fez seu primeiro jogo e anotou o primeiro gol em Copas do Mundo.
Apesar do abismo técnico entre as equipes, a vitória também serviu para afastar qualquer sombra de dúvidas de que os comandados por Julian Nagelsmann estão, sim, entre os favoritos ao título, diferentemente da campanha que terminou ainda na fase de grupos da Copa do Mundo de 2022.
“Lá vem eles de novo”, frase consagrada por Galvão Bueno ao narrar a goleada alemã sobre o Brasil no Mineirão, há 12 anos, voltou a estampar as manchetes deste domingo. O placar elástico, inclusive, levou a Alemanha a se tornar a Seleção com mais gols em Copas do Mundo, 239 ao todo, superando a Seleção Brasileira, que tem 238, em um tento.
E além da maior goleada até esse momento, o quarto dia de Copa do Mundo contou com gesto polêmico de assistente do VAR, acessório inusitado da Seleção de Portugal, técnico rejeitando a tecnologia e muito mais. Confira o resumo do Terra:
Surpresa na madrugada
A primeira partida do dia, à 1h da manhã (de Brasília), contou com uma vitória surpreendente da Austrália sobre uma insistente Seleção da Turquia. Considerada zebra no Grupo D, a equipe australiana aproveitou bons contra-ataques para abrir 2 a 0 sobre os turcos e viu o goleiro Beach brilhar em belas defesas.
A Turquia tentou, e tentou muito. Foram 27 chutes a gols (contra 8 dos australianos) e 63% de posse de bola, mas a falta de capricho na finalização só serviu para amargar a derrota na estreia.
No protocolo inicial que antecedeu o rolar da bola entre Alemanha e Curaçao, um gesto polêmico, feito por um assistente, chamou a atenção quando as transmissões mostraram a sala do VAR: nas imagens, é possível ver o australiano Shaun Evans unindo as pontas do polegar e do indicador, formando um círculo, enquanto posiciona os demais dedos de maneira semelhante ao gesto conhecido como “white power” (“poder branco”, em português).
O símbolo é associado a grupos de supremacia branca e consiste na formação das letras “W” e “P” com os dedos das mãos. Embora o significado do gesto dependa do contexto em que é utilizado, a imagem gerou debate e ampla repercussão nas redes sociais durante a partida.
Japão arranca empate contra a Holanda e consolida status como nova potência
Nem toda a dominância técnica da Seleção da Holanda foi capaz de impedir um Japão muito bem organizado de arrancar o empate na estreia das equipes na Copa. O resultado comprova o bom retrospecto recente dos japoneses contra adversários europeus.
Agora, já são 10 duelos seguidos sem derrotas. Ao todo, foram 8 vitórias e dois empates. Um desses triunfos aconteceu contra a Inglaterra, em pleno estádio de Wembley.
Memphis Depay, camisa 10 e maior artilheiro da história da equipe holandesa, começou o jogo no banco de reservas e entrou só no segundo tempo, quando a Holanda tinha a vantagem no placar. Apático, o jogador do Corinthians pouco foi acionado e só pode assistir ao Japão buscar o empate.
Um detalhe inusitado no banco de reservas do Japão chamou a atenção das transmissões pouco antes do intervalo: O técnico Hajime Moriyasu apelou para uma lousa para informar aos jogadores que o tempo regulamentar tinha chegado ao fim no primeiro tempo
Quando o relógio chegou aos 45 minutos, ele levantou a lousa com 45 em fonte grande e exibiu aos atletas. A ideia era avisar antes que subisse a placa dos acréscimos.




