JUSTIÇA

Fachin manda PF enviar ao STF todos casos de ministros citados no Master

Foto: Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), ministro Edson Fachin, disse ao diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, que encaminhe todas as menções a ministros nas investigações sobre o Banco Master. Em reunião hoje, Fachin ressaltou que só será possível investigar integrantes do STF depois de uma autorização expressa do plenário.

Andrei Rodrigues buscou o presidente do STF para saber em que formato apresentar os materiais que fazem menção a ministros. “A autoridade policial tem o dever de encaminhar todas as menções encontradas sem exceção, acompanhadas de seu contexto, em caráter estritamente descritivo”, afirmou Fachin em nota conjunta do TF com a PF.

Fachin e Andrei conversaram sobre segurança institucional e ameaças a integrantes do Supremo. Segundo o comunicado, é importante que haja atuação preventiva e coordenada dos órgãos competentes para preservar a integridade dos magistrados, a independência judicial e o regular funcionamento das instituições.

Inquéritos relacionados ao Banco Master foram paralisados por uma requisição de Fachin ao relator, André Mendonça. No dia 15 de setembro, o plenário da corte iniciou o julgamento de relatório, produzido por ordem de Mendonça, que identificou mensagens de Daniel Vorcaro para um interlocutor identificado como o ministro Alexandre de Moraes, dias antes da prisão do ex-banqueiro, em 17 de novembro de 2025. O julgamento foi suspenso com um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Além do caso Master, Fachin pediu que a PF avance na análise para concluir o inquérito das fake news. Na última semana, Fachin disse que o inquérito está perto do fim. O ministro destacou que ainda existem 104 procedimentos atribuídos aos inquéritos, e que parte já foi encaminhada para a análise da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria Geral da República).

Crise no STF

Condução de Mendonça no caso Master foi alvo de um pedido de investigação feito por Moraes. Moraes se baseou em relatório de inteligência da PF para alegar possível direcionamento das investigações e abuso de autoridade. O relator nega irregularidades.

Pela produção do relatório de inteligência contra Mendonça, Andrei chegou a ter o cargo suspenso. O caso hoje tramita em um processo de relatoria de Fachin, que restituiu o diretor-geral da PF.

Em sua defesa, Andrei declarou que não houve “qualquer monitoramento” ilícito de Mendonça ou do advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo ele, os relatórios não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados ou “qualquer medida invasiva”.

Defesa do chefe da PF afirma que os relatórios de inteligência produzidos pela corporação são lícitos e seguiram todas as normas. Argumenta que a atividade de inteligência não se confunde com investigação criminal, tendo como objetivo a análise de cenários para subsidiar decisões, e não para acusar ou restringir direitos de indivíduos.

fonte: uol

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