Polícia

Filha estuprada pelo pai por 17 anos só teve coragem de falar dos abusos após homem ser preso por outro crime, diz polícia

Homem foi preso por outro crime e quando saiu obrigou filha a morar com ele. Segundo a Polícia Civil, abusos começaram quando a vítima tinha 12 anos.

A filha que foi estrupada pelo pai por 17 anos só teve coragem de falar dos abusos depois que o homem foi preso por outro crime, segundo a polícia. Segundo a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o relato foi feito durante um período em que o investigado estava preso por outro crime. A mulher havia contado a familiares que era abusada pelo pai desde os 12 anos.

Segundo a Polícia Civil, os abusos começaram quando a vítima tinha 12 anos e continuaram até os dias atuais, quando ela está com 29. Ela também contou aos familiares que teve uma criança em decorrência dos abusos. O suspeito, de 48 anos, foi preso preventivamente na sexta-feira (11).

A delegada Aline contou que o homem negou o crime, recusou-se a fornecer material biológico e não quis prestar declarações à polícia, afirmando apenas que falaria à Justiça. Como o nome dele não foi divulgado, o g1 não conseguiu localizar a defesa até a última atualização desta reportagem.

Abusos

Segundo a Polícia Civil, depois que o pai foi preso, a mulher confirmou que os estupros continuaram até os dias atuais. Ela também relatou à polícia que era ameaçada pelo homem e que ele dizia que, caso fosse preso, sairia da cadeia e a mataria. De acordo com a corporação, com medo das ameaças, a vítima não contou sobre os abusos anteriormente.

Também de acordo com o apurado pela polícia, depois que o homem ficou em liberdade pelo crime anterior pelo qual havia sido preso, ele obrigou a filha a voltar a viver com ele. Ele chegou a ameaçar tirar da mulher a criança gerada pelo abuso caso ela não voltasse a morar com ele.

Desde então, pai e filha passaram a viver na mesma casa com quatro crianças, atualmente com idades entre 1 e 11 anos. Segundo a delegada, eles moravam sozinhos no imóvel. Depois da nova prisão, a mulher e as quatro crianças foram acolhidas.

Suspeita sobre a paternidade das crianças

A Polícia Civil investiga se as quatro crianças são filhas biológicas do homem. Segundo Aline Lopes, existem suspeitas, mas a paternidade ainda não foi confirmada.

“Há fundadas suspeitas disso, mas ainda não há confirmação”, afirmou a delegada.

Amostras das crianças foram coletadas para a realização de exames de DNA. Como o investigado se recusou a fornecer material biológico, a polícia recolheu objetos dele e solicitou à perícia a extração de material genético.

O material será comparado com as amostras coletadas das crianças para determinar se todas são filhas do investigado.

“A gente vai fazer o confronto do material do investigado com o das crianças para determinar se todos são filhos dele ou não”, explicou Aline Lopes.

Gonte: g1/Goiás

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