Goiás lidera indústria e empregos do segmento no Centro-Oeste

Fotos: SIC/Divulgação
Pesquisa Industrial Anual do IBGE mostra que estado possui o maior número de unidades industriais, supera geração de empregos, valores salariais e receita de vendas no Centro-Oeste
Goiás consolidou sua posição como principal potência industrial do Centro-Oeste, segundo dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2024, divulgada nesta quarta-feira (24/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado registrou 7.648 unidades locais de empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas, o maior número da região e quase o dobro do contabilizado por Mato Grosso, segundo colocado, com 3.914 unidades.
Os resultados mostram, ainda, que Goiás concentra 49,3% de todo o pessoal ocupado na indústria do Centro-Oeste, totalizando 270,1 mil trabalhadores. O estado também lidera a região em valores salariais, retiradas e outras remunerações, que somaram R$ 12,6 bilhões, além de apresentar a maior receita líquida de vendas industriais, alcançando R$ 215 bilhões.
Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho, os números refletem o ambiente favorável aos negócios e os investimentos realizados para fortalecer a competitividade da economia goiana. “Goiás vem construindo, nos últimos anos, uma base sólida para o desenvolvimento industrial. Esses resultados demonstram a força do setor produtivo, a capacidade de atração de investimentos e o compromisso do Governo de Goiás em criar condições para que as empresas cresçam, gerem empregos e impulsionem a economia do estado”, destaca.
Além da liderança regional, Goiás também ocupa posição de destaque no cenário nacional. O estado é o sétimo maior do Brasil em número de unidades industriais e em quantidade de trabalhadores empregados no setor, representando 3,3% do total nacional de pessoas ocupadas na indústria.
A pesquisa também aponta que o Goiás está na oitava posição nacional em receita líquida de vendas industriais, com R$ 215 bilhões, e em custos das operações industriais, que chegaram a R$ 140,9 bilhões. Outro dado relevante é o peso da indústria de transformação na economia estadual. O segmento responde por 97,6% da receita líquida de vendas da indústria goiana e por praticamente todo o pessoal ocupado no setor.
Entre as atividades industriais, a fabricação de produtos alimentícios segue como o principal motor da indústria goiana. Em 2024, o segmento respondeu por 51,9% de toda a receita líquida de vendas da indústria do estado, movimentando R$ 111,5 bilhões. Também se destacam os setores de fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, responsáveis por 9,4% da receita industrial, além da indústria química, que representa 7,5% do total.
Segundo Joel Sant’Anna, o desempenho evidencia a diversificação da matriz industrial goiana e o potencial de expansão de segmentos estratégicos. “Temos uma indústria cada vez mais diversificada, que vai muito além da agroindústria, avançando em setores como química, biocombustíveis, mineração e farmacêutico. Essa diversidade fortalece a economia, amplia oportunidades de emprego e aumenta a competitividade de Goiás no cenário nacional”, afirma.
A Pesquisa Industrial Anual do IBGE reúne informações estruturais e econômico-financeiras das empresas industriais brasileiras, incluindo dados sobre receita, custos, emprego, salários e investimentos. A edição de 2024 marca o início de uma nova série histórica da pesquisa, devido a mudanças metodológicas adotadas pelo instituto.
Fonte: Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços – Governo de Goiás



