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Jovem lamenta pena de um ano revertida em serviço comunitário para irmão de Virginia condenado por importunação sexual: ‘Triste’

Por: Yanca Cristina

Nas redes sociais, Lilly Martins desabafou sobre a decisão da Justiça e incentivou outras mulheres a denunciarem casos de violência sexual. Defesa do empresário pretende recorrer da decisão.

Lilly Martins, a jovem que denunciou ter sido vitima portunação sexual pelo empresário William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, desabafou nas redes sociais após a condenação dele. Apesar de comemorar a decisão da Justiça, a empreendedora afirmou ter ficado triste com a pena aplicada: um ano de prisão em regime aberto, substituído por prestação de serviços à comunidade.

“Eu estou muito feliz pela condenação dele, mas a única coisa que me deixou triste foi a pena dele. Apenas um ano de prisão que foi revertido em serviço comunitário. É muito triste, mas estou feliz por outra parte, que ele foi condenado e a Justiça está sendo feita”, afirmou.

O relato foi publicado nas redes sociais da empreendedora na sexta-feira (10). No vídeo, Lilly também incentivou outras mulheres a denunciarem casos de violência sexual. “A justiça existe. Denunciem, não fiquem caladas”, destacou.

William foi condenado na última terça-feira (7), por decisão unânime dos desembargadores da 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás. Em nota, a defesa do empresário informou que discorda da condenação, ressaltou que a decisão ainda não é definitiva e afirmou que pretende recorrer por acreditar na inocência do acusado

O caso ocorreu em 2023, durante um evento em Jussara, no oeste de Goiás. Em entrevista para a reportagem , Lilly afirmou que William colocou a mão por dentro da calça dela no momento em que ela pediu para tirar uma foto com ele. Após denunciar o episódio, a empreendedora disse que passou asofrer ataques e intimidaçõestanto pela internet quanto presencialmente.

“Na época, eu entrei em depressão. Tratei com psicólogo, psiquiatra por muito tempo, gastando rios de dinheiro por causa desse homem. Foi um inferno até a data de hoje. Ele falando mal de mim, postando mentiras sobre mim, fazendo a advogada ir à porta do meu trabalho…”, relatou.

Segundo Lilly, no momento da importunação ela ficou sem reação. A namorada dela, que estava fotografando os dois, não percebeu quando William teria tentado tocar suas partes íntimas.

A empreendedora contou que relatou o ocorrido à companheira, mas preferiu evitar uma confusão por considerar que William era uma pessoa conhecida e influente. Ainda assim, afirmou que voltou a ser abordada pelo empresário durante a festa e, por isso, pediu que a namorada passasse a filmar a situação.

Lilly disse que, após tornar o caso público, sua vida “virou de cabeça para baixo”. Agora, com a decisão da Justiça, afirmou estar em paz.

“Todo mundo fazia chacota com a minha cara, falava que eu só queria seguidores. Ele denegriu a minha imagem no Brasil inteiro. Então eu só queria justiça, e a justiça, graças ao meu bom Deus, chegou”, declarou.

O processo teve origem em denúncia apresentada pelo Ministério Público. Em primeira instância, William foi absorvido. No entanto, após recurso, o Tribunal de Justiça de Goiás reformou a decisão e o condenou por uma das duas acusações de importunação sexual analisadas no mesmo processo.

Nota da defesa de William Pimenta

“A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado.

O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva.

Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais”.

Fonte: g1/Goás

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