Artigo Opinião

Uma triste realidade

Quando vejo nos noticiários que a desigualdade social ainda está muito longe de ter um fim isso me leva a uma série de reflexões e perguntas do tipo:
Será que um dia isso terá um fim ?
Será que ainda veremos o ser humano ser valorizado como um Ser humano ?
Será que um dia teremos a certeza de um futuro melhor para os nossos filhos ?

Essas e outras perguntas me saltam a mente quando começo a pensar em uma desigualdade tão gritante em que vivemos. Em um mesmo país enquanto alguns ganham milhões por mês outros vendem jujuba no semáforo para sobreviverem . É difícil e até desmotivador acreditar que isso um dia irá mudar, pois quem tem poder e autoridade para fazer algo nada faz apenas acumulam mais e mais. A ação social e o assistencialismo na maioria das vezes vem de quem também não tem o suficiente para isso, mas que tem o desejo de ver um país e um mundo mais digno.
Em seu livro ” O fim da pobreza” o escritor Aaron Armstrong nos mostra uma pobreza que vai muito além da pobreza material e terrena.
Uma pobreza que faz o ser humano não apenas necessitado de roupas, alimentos, moradias e etc… . Mas que lhe torna espiritualmente cego para as coisas eternas, uma pobreza que lhe traz fome na alma e no espírito. E muitas das vezes não é fácil explicar o que está se sentindo como explicamos uma fome física ou uma sede de água.
A pobreza material tem trazido ao longo do tempo tantas doenças, misérias, violências e etc… Um sofrimento que até parte nossos corações quando vemos uma criança pedindo o que comer sem conseguir nem se levantar de tanta fraqueza em seu corpo por falta de vitaminas, proteínas e etc… Sentimos uma mistura de angústia, compaixão, indignação e uma profunda incapacidade para fazermos o que queremos e desejamos ardentemente em nossos corações.
Acredito que para haver uma mudança considerável neste caótico quadro não basta apenas criar leis, projetos e políticas sociais se não ouver uma ação intensa em prol dessa causa. Apenas alguns movimentos ou programas isolados em determinada época do ano não farão muito a diferença na vida das pessoas que se encontram em vulnerabilidade social, serão apenas paliativos. Recursos precisam ser destinados para isso de maneira constante e comprometida com essas ações. Mas aí está a pergunta. Aonde estão esses recursos que tanto nos é apresentado em palestras, reuniões e projetos ?
Sabemos que a fome mundial nunca será erradicada, mas também acredito que se nós como seres humanos que vivemos em sociedade fizermos o nosso “pouco” olhando para as mazelas de um humanidade que tanto sofre, podemos quem sabe ver um sorriso no rosto de uma criança que ontem estava querendo se alimentar e hoje consegue até repartir o pouco que tem.
O que nos traz um pouco de conforto em tudo isso é saber que um dia todo esse sofrimento e pobreza irá ter um fim e então poderemos de fato ver uma verdadeira igualdade e uma eterna alegria que com certeza neste mundo nunca veremos.
Termino com as palavras do nosso Mestre Jesus : ” Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras jamais passarão”.

Darci Junior: Servidor Público, Teólogo, Escritor e Assistente Social

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo