Esporte

Vini salva um Brasil que preocupa mais do que empolga em estreia na Copa do Mundo

Atacante é responsável pelas principais jogadas e por evitar a derrota de uma Seleção morna e dispersa na maior parte do tempo durante a partida em Nova Jersey

Um jogo em que o Brasil sequer flertou com a vitória. É difícil tirar algo de positivo da estreia da Seleção na Copa do Mundo além do fato de não ter perdido para o Marrocos na noite de domingo em Nova Jersey.

Dos erros individuais à desorganização coletiva, passando pela falta de agressividade mesmo quando melhorou no segundo tempo, a atuação preocupa bem mais do que o resultado.

A escalação surpreendente com três estreantes que souberam poucas horas antes de a bola rolar que seriam titulares (Ibañez, Douglas Santos e Igor Thiago) não funcionou. Longe disso. O Brasil não se encontrou no primeiro tempo, errou demais e os próprios jogadores admitiram em zona mista o tom de agradecimento pelo empate.

Na segunda etapa, a equipe até melhorou, controlou o jogo, teve a bola, mas criou pouco. Tirando uma esticada de Cunha para Vini que Raphinha finalizou em cima de Bono ou escanteios já nos acréscimos, a melhora da Seleção deu monotonia ao jogo.

O Brasil teve um primeiro tempo de espasmos e que passou quase que exclusivamente pela capacidade de Vini Jr de criar espaços. Apática e dispersa, a Seleção teve dificuldade para se impor e, com menos de dez minutos, já tinha permitido seis finalizações de um Marrocos que verticalizava as ações e se impunha com marcação no campo de ataque.

Os marroquinos competiam mais, enquanto os brasileiros tinham dificuldade para ganhar duelos e reter bolas. Com exceção de jogada individual de Vini pela esquerda em que Igor Thiago errou a cabeçada na pequena área, o Brasil praticamente não tinha o controle da bola, e o gol de Saibari, aos 20 minutos, fez justiça a quem mais buscou o jogo.

O lance, por sinal, sintetizou boa muito do que não deu certo para os brasileiros: Paquetá recebeu passe ruim de Ibañez, não dominou e perdeu a bola, Casemiro não encurtou a marcação no meio-campo, e Gabriel Magalhães foi facilmente batido na corrida. O Brasil começou a Copa do Mundo abusando de errar.

A vantagem, por sua vez, fez com que o Marrocos baixasse as linhas e oferecesse a bola. O jogo da Seleção parecia óbvio: bola para Vini. E foi assim que saiu o gol. Em jogada típica de quando veste a camisa do Real Madrid, o atacante atraiu a marcação, tocou para Bruno Guimarães e se ofereceu para receber de volta no mano a mano. E nessas condições ele é fatal: El Aynaoui foi driblado com facilidade antes da finalização sem chances. 1 a 1.

A essa altura, Ancelotti já tinha deslocado Raphinha para direita, Paquetá para o meio, e o Brasil arriscava se impor. A fragilidade defensiva, no entanto, era evidente, ao ponto de Casemiro e Ibañez terem que apelar para faltas de cartão amarelo. Parecia faltar sintonia na transição defensiva de um time que treinou a maior parte do tempo com Danilo e Alex Sandro ao longo da semana.

O Brasil voltou para o segundo tempo com Danilo e Fabinho nas vagas dos amarelados Ibañez e Casemiro e tomou as rédeas do jogo. Com o Marrocos com bem menos ímpeto na marcação e de linhas baixas, a Seleção também ficou mais bem postada no campo ofensivo, além de cadenciar melhor a posse de bola, com trocas de passes de um lado para o outro.

Se não chegava a pressionar, ao menos controlava o jogo sem sofrer sustos em contragolpes de um adversário que parecia mais cansado. Aos 15 minutos, Ancelotti apostou em Cunha e Luiz Henrique para os lugares de Igor Thiago e Paquetá, que não fizeram bom jogo. O Brasil não conseguia transformar a posse no campo ofensivo em objetividade.

Fonte: ge

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo