Polícia

Ex-presidente do AparecidaPev é condenado por assedio sexual, contra três estagiárias

Foto: Robes Venâncio e Silva/Divulgação

O ex-presidente do AparecidaPrev, Robes Venâncio e Silva (conhecido como Robinho), foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) pelos crimes de assédio e importunação sexual. A decisão julgou procedente a ação penal movida pelo Ministério Público, baseada em denúncias feitas por três estagiárias adolescentes do órgão.

Robes Venâncio, além de sua função como ex-presidente do AparecidaPrev, é uma figura influente no núcleo evangélico. Ele também é apadrinhado por Josué Gouveia, líder da Assembleia de Deus Vila Nova.

Período dos crimes: Os abusos investigados ocorreram entre 2023 e 2024, e o que é mais grave, dentro das dependências do AparecidaPrev.

Modus operandi: As apurações revelaram que Robes utilizava sua posição de presidente do AparecidaPrev para se aproximar das jovens. Ele perseguia as vítimas e enviava mensagens com conteúdo sexual pelo WhatsApp solicitando fotografias. Em um dos relatos, uma das estagiárias afirmou ter sido beijada à força.

Desdobramentos: Diante da repercussão do caso, Robes Venâncio foi exonerado do cargo pelo então prefeito Vilmar Mariano em setembro de 2024.

Robes Venãncio, foi nomeado para a presidencia do AparecidaPrev em abril de 2023 no lugar ex-secretário da Fazenda, Einstein Paniago.

Condenação

O Juízo do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Aparecida de Goiânia, condenou Robes Venâncio, as penas de 01 (um) ano de reclusão pelo crime de importunação sexual e 05 (cinco) anos e 20 (vinte) dias de detenção pelos crimes de assédio sexual.

Na senteça o juiz fundamentou que materialidade do crime está comprovada pelos elementos juntados através do inquérito policial, registro de atendimento integrado, prints de mensagens WhatsApp e depoimentos colhidos no inquérito policial e na fase judicial. E, a autoria também é cristalina.

Escandalo do Banco Master

Pesa contra Robes Venãncio também a acusação de aplicação irregular de 40 milhões do dinheiro dos aposentados e pencionistas do AparecidaPrev, no Banco Master de Daniel Vorcaro, preso em Brasília por ser protagonista de um dos maiores escandalos financeiros do pais, contra fundos de pensãoes. Esse caso toma um contorno ainda mais grave, pois a aplicação foi realizada sem aprovação do Conselho de Previdência do AparecidaPrev.

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