Levantamento da Equatorial Goiás acende alerta: ocorrências por defeitos elétricos internos crescem 138% em um ano

Dados da distribuidora apontam avanço expressivo de casos relacionados a defeitos na instalação elétrica e em equipamentos de responsabilidade dos clientes, em residências e comércios. Saiba como identificar sinais de alerta e prevenir acidentes.
O número de ocorrências relacionadas a problemas na instalação elétrica interna dos imóveis em Goiás mais que dobrou em um ano, segundo levantamento do Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás. Em todo o estado, esses registros saltaram de 3.512, entre janeiro e julho de 2025, para 8.365 no mesmo período de 2026, um aumento de mais de 138%.
Esse tipo de ocorrência não tem relação com falhas na rede externa de distribuição de energia, área sob responsabilidade da concessionária, e sim com a fiação e os equipamentos elétricos dentro das residências, ou seja, de responsabilidade do próprio morador. O volume já representa mais de 2,2% do total de atendimentos feitos pela concessionária no período.
Em Goiânia, o crescimento foi ainda mais expressivo: as ocorrências internas passaram de 333, nos primeiros sete meses de 2025, para 2.200 no mesmo período de 2026. Na capital, esses casos já correspondem a cerca de 5% do total de atendimentos realizados pela concessionária entre janeiro e julho deste ano.
O Executivo do Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás, Derivan Filho, explica que os dados reforçam um ponto importante para os consumidores: a mudança no padrão de consumo de energia e a responsabilidade pela manutenção da rede elétrica doméstica.
“Esse aumento se deve à sobrecarga nos imóveis, pois os consumidores estão adquirindo mais eletrodomésticos e não estão revisando as instalações internas, isso acaba sobrecarregando as instalações e desarmando os disjuntores, entre outros problemas”, explica o executivo.
Em todo país, as concessionárias respondem pelo fornecimento de energia até o padrão de entrada do imóvel, o ponto de conexão entre a rede pública e a instalação da residência. A partir desse ponto, a manutenção de fiação, disjuntores, quadros de distribuição e demais componentes elétricos internos é de responsabilidade do consumidor. É o que determina a Agência Nacional de Energia Elétrica.
Quando procurar um eletricista
Os defeitos na instalação elétrica interna costumam se manifestar por meio de vários sinais como:
- desarme frequente de disjuntores;
- oscilações de energia;
- superaquecimento de equipamentos eletrônicos;
- tomadas com mau contato;
- cheiro de queimado;
- fugas de corrente que causam choques em portões ou outras estruturas metálicas.
Nesses casos, o gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Goiás, Flávio Duarte, reforça a orientação pela manutenção preventiva, tanto para reduzir riscos aos moradores quanto para ajudar a identificar com mais precisão a origem real dos problemas de energia.
“Quando a instalação interna não é revisada periodicamente, ela fica mais vulnerável a sobrecargas e falhas, principalmente com a chegada de novos equipamentos e eletrodomésticos que demandam mais energia. Por isso, é fundamental que o consumidor mantenha essa rotina de revisão com um profissional qualificado”, explica Flávio.
O eletricista particular qualificado deve ser chamado sempre que houver reformas que alterem a estrutura elétrica do imóvel e a instalação de novos eletrodomésticos ou equipamentos eletrônicos que aumentem significativamente o consumo de energia, como ar-condicionado, chuveiro elétrico de maior potência, fornos elétricos ou sistemas de climatização.
A concessionária reforça ainda que, sempre que um técnico de sua equipe identifica que a origem do problema está na instalação interna do imóvel, essa informação é comunicada ao cliente no momento do atendimento, para que ele possa buscar o reparo adequado e evitar riscos à segurança da residência.
“A rede de distribuição e as instalações elétricas dos imóveis formam um único ecossistema de fornecimento de energia. O bom desempenho desse sistema depende da conservação de ambos, contribuindo para mais segurança, confiabilidade e eficiência no dia a dia dos consumidores”, finaliza o gerente.
Fonte: Assessoria de Imprensa Equatorial Goiás

