Por que soldados russos vivem apenas de 20 a 30 minutos no front da Ucrânia, segundo a CIA

Drones equipados com inteligência artificial são o principal fator para o aumento das mortes de militares da Rússia, diz diretor da agência
Soldados russos enviados ao campo de batalha na Ucrânia têm expectativa média de vida entre 20 e 30 minutos, segundo o diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), John Ratcliffe. A declaração foi feita na Cúpula de Defesa e Inovação da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
De acordo com o Business Insider, um dos fatores que contribuem para o aumento de mortes de militares russos em território inimigo são os drones de combate ucranianos equipados com inteligência artificial.
Desde o início da guerra no Leste Europeu, os drones se tornaram armas altamente eficientes e de baixo custo, compondo a maior parte da defesa da Ucrânia. “Os drones com inteligência artificial se tornaram máquinas de matar tão especializadas e de baixo custo que é por isso que já estamos há quatro anos e meio nesse conflito”, disse Ratcliffe.
A Ucrânia informou recentemente que a Rússia já perdeu cerca de 1,4 milhão de militares desde o início da invasão. Segundo Kiev, mais de mil soldados russos são mortos ou feridos diariamente. Em maio, o governo ucraniano também afirmou que cerca de 200 soldados russos morreram para cada quilômetro de território conquistado por Moscou.
Um relatório do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais) apontou números semelhantes aos divulgados pela Ucrânia. Os pesquisadores concluíram que a Rússia sofre cerca de 30 mil baixas por mês, enquanto recruta aproximadamente 27 mil novos soldados no mesmo período.
Durante o evento, Ratcliffe também afirmou que, desde que assumiu o comando da CIA, há 18 meses, a Rússia conquistou apenas cerca de 1% do território total da Ucrânia. Segundo ele, o avanço russo perdeu força diante do uso de tecnologias pelos ucranianos, especialmente os drones.
Fonte: R7


