Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim e iniciam reunião bilateral em Pequim

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma cerimônia de boas-vindas com o presidente chinês Xi Jinping em novembro de 2017, em Pequim, China. • Thomas Peter-Pool/Getty Images
O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, iniciaram uma reunião bilateral na noite desta quarta-feira (13), no Grande Salão do Povo, em Pequim.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma reunião bilateral no Grande Salão do Povo, em 14 de maio de 2026, em Pequim, China • Alex Wong/Getty Images
Antes do início da cúpula, os líderes fizeram discursos de abertura.
A questão agora é “se a China e os Estados Unidos podem transcender a chamada ‘Armadilha de Tucídides’ e inaugurar um novo paradigma de relações entre grandes potências”, disse ele – referindo-se a um termo que descreve a tendência ao conflito quando uma potência emergente ameaça uma potência estabelecida.
“Devemos ser parceiros, e não oponentes, alcançar o sucesso um para o outro, prosperar juntos e forjar um caminho correto para que as grandes potências da nova era convivam em harmonia”, acrescentou Xi.
O líder chinês também afirmou que acredita que “os interesses comuns entre a China e os EUA superam as diferenças”, acrescentando que o sucesso de ambos os países é uma oportunidade para cada um.

O presidente chinês Xi Jinping discursa durante uma reunião bilateral com o presidente dos EUA, Donald Trump, no Grande Salão do Povo, em 14 de maio de 2026, em Pequim, China • Alex Wong/Getty Images
Em resposta, Trump elogiou o “relacionamento fantástico” entre os dois países e disse ter “muito respeito” por Xi e pela China, chamando-o de “grande líder”.
Ele acrescentou que a delegação americana estava ansiosa para discutir o comércio recíproco e que era uma “honra” estar ali.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma reunião bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, no Grande Salão do Povo, em 14 de maio de 2026, em Pequim, China • Alex Wong/Getty Images
Na reunião, os líderes devem discutir uma ampla gama de temas delicados, incluindo comércio e tecnologia. A guerra com o Irã também deve estar presente no encontro, com Trump incentivando Xi a pressionar Teerã.
Grande recepção

Momentos antes do início da reunião, o presidente americano foi recebido no Grande Salão do Povo com uma grande cerimônia de boas-vindas, que contou com uma banda militar tocando o hino nacional americano e crianças pulando e comemorando com pompons.
Os líderes demonstraram simpatia, familiaridade e descontração enquanto caminhavam pelo tapete vermelho, cumprimentando autoridades americanas e chinesas e assistindo à cerimônia.

Visita de Estado

Foto: Alex Wong/Getty Images
A visita inclui dois dias de reuniões com o presidente chinês Xi Jinping.
Além do comércio, as conversas abordarão uma série de assuntos sensíveis, desde a guerra com o Irã até a venda de armas dos EUA para Taiwan, a ilha governada democraticamente e reivindicada pela China.
Na manhã desta quarta-feira (13), Trump foi recebido pelo vice-presidente da China, Han Zheng. Segundo a Casa Branca estavam presentes: o embaixador dos EUA, David Perdue, o embaixador chinês, Xie Feng, 300 jovens chineses, além de uma banda militar e uma guarda de honra.
Antes de partir de Washington, o presidente americano minimizou o papel que a China poderia desempenhar na resolução do conflito, que continua bloqueando o tráfego marítimo em uma hidrovia que normalmente transporta um quinto do suprimento mundial de petróleo.
“Não acho que precisamos de ajuda com o Irã. Vamos resolver isso de um jeito ou de outro, pacificamente ou não”, disse ele a jornalistas.
O governo Trump afirmou na terça-feira (12) que altos funcionários americanos e chineses concordaram no mês passado que nenhum país deveria poder cobrar pedágio pelo tráfego na região, em um esforço para demonstrar consenso sobre o assunto antes da cúpula.
A China, uma das principais compradoras de petróleo iraniano e que mantém laços estreitos com Teerã, não contestou essa versão.



