Alavanche de votos dá o controle da Câmara e do Senado aos Democratas, nos EUA

Foto: Umit Bektas/Reuters
Americanos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato: estão em jogo 36 governos estaduais, 35 vagas no Senado e as 435 cadeiras da Câmara. Passe o mouse sobre um estado para ver quem comandará cada cargo.
O Partido Democrata retomou nesta quarta-feira, 4, o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, em uma derrota arrasadora para o presidente Donald Trump.
Até o início da madrugada, os democratas tinham derrotado senadores republicanos no Texas, Carolinas do Sul e do Norte, Ohio, Minnesota, Iowa e Kansas.
Além disso, reelegeram senadores na Geórgia, Virgínia, Delaware, New Jersey, Rhode Island, Massachussetts, New Hampshire, Colorado, Illinois, Novo México e Oregon.
Com isso, contando os senadores que ainda estão no meio do mandato, chegaram à 52 senadores, um a mais que a maioria necessária para comandar a Casa.
Os democratas ainda têm chance de vencer no Maine, Michigan, Alasca, o que elevaria essa maioria para 55 senadores.
Controle da Câmara
Na Câmara, os democratas tinham virado, até o início da madrugada, 10 assentos, sete a mais que o necessário para a maioria.
No início da madrugada, os democratas tinham garantidos 192 assentos na Câmara contra 110 dos republicanos.
Com o avanço da apuração na costa oeste, sobretudo na Califórnia, e o avanço dos resultados democratas no resto do país, é improvável que os republicanos revertam a situação.
Uma projeção da rede de TV NBC estima a bancada democrata em 255 deputados contra 180.
Simbolismos nas eleições para governadores
A oposição também obteve vitórias importantes nas eleições para governador, com vitórias de muito simbolismo no Texas, New Hampshire e na Geórgia. O Texas terá a primeira governadora latina, com Gina Hinojosa. A Geórgia terá a primeira governadora negra, com Keisha Bottoms. E New Hampshire elegeu o primeiro governador gay da história dos EUA, com Chris Pappas.
‘Não me arrependo de nada’, diz Trump
O presidente Trump disse, na noite de terça-feira, que estava “absolutamente disposto” a aceitar os resultados das eleições de meio de mandato e preparado para trabalhar com os democratas.
“Estamos, sabe, ansiosos para trabalhar com eles”, afirmou ele em uma entrevista por telefone ao The New York Times. “Provavelmente chegaremos a um entendimento.”
Trump atribuiu as derrotas republicanas ao fato de ele não estar na disputa e classificou sua decisão de entrar em guerra contra o Irã como uma “decisão muito sensata”.
Ele declarou não ter arrependimentos por ter apoiado candidatos como a senadora Darline Graham — republicana da Carolina do Sul — e Ken Paxton, procurador-geral republicano do Texas; ambos foram derrotados em suas respectivas disputas eleitorais.
Ele insistiu que não se arrependia de nada em relação aos dois primeiros anos de seu segundo mandato, apesar das derrotas generalizadas dos republicanos. “Considero este o período de dois anos mais bem-sucedido na história de qualquer presidente”, afirmou.
O presidente Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira (3) que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato e que está disposto a trabalhar com os democratas.
“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, disse Trump em entrevista ao jornal “The New York Times”.
O presidente também afirmou que pretende buscar acordos com integrantes do partido adversário.
“Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, declarou.
Após os primeiros resultados negativos para seu partido, Trump publicou a foto de um boné vermelho com a palavra “veto”. Dias antes, o presidente antecipou como agiria caso os democratas vencessem as eleições.
“Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, disse o presidente ao podcast “Pod Force One”, do “New York Post”. “Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo.”




