Ramagem deixa a prisão nos Estados Unidos e sua esposa comemora

Foto: Gustavo Moreno/STF
O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou o centro de detenção em Orlando, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (15).
Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), na segunda-feira, após uma infração de trânsito. O ex-deputado foi levado em seguida ao ICE e detido por estar com o visto de turismo vencido no dia 7 de março.
Segundo o status do registro, Ramagem estava em “immigration hold”, que é uma solicitação federal para que prisões locais segurem um imigrante por até 48 horas adicionais (sem contar fins de semana/feriados) após sua liberação programada. Isso permite que o ICE assuma a custódia para procedimentos de deportação.
O ex-deputado deixou de constar na lista de detidos do centro nem no sistema do ICE. Ele foi liberado na tarde desta quarta-feira. Na imagem divulgada do registro, o primeiro nome de Ramagem está escrito “Alexander” em vez de “Alexandre”.
Ainda não há detalhes sobre a soltura. A PF afirmou que aguarda outras informações.
Ramagem é considerado foragido no Brasil desde setembro passado, quando foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado no mesmo processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foto: Reprodução/@rebecaramagem/Instagram
Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado Alexandre Ramagem, celebrou a soltura do marido em suas redes sociais na tarde desta quarta-feira, 15. Ao lado das duas filhas do casal, ela apareceu abraçando o marido, que havia sido detido dois dias antes por autoridades de imigração dos Estados Unidos.
“Graças a Deus pela chegada do Alexandre, que renova em nós a esperança, o amor e o sentido de tudo que enfrentamos até aqui”, afirmou. “Seguimos acreditando que a justiça, no tempo certo, será feita. Porque aquilo que é verdadeiro não se apaga, e aquilo que é justo sempre encontra o seu caminho.”
A procuradora também declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026. “Vamos continuar juntos, vamos mudar esse país, vamos mudar o destino desse país e, para isso, a gente precisa de Flávio Bolsonaro presidente”, disse.



