Governo de Goiás lança sistema com IA identificador de incendios e antecipa riscos de queimadas

Foto: Rodrigo Melo/O Popular
O Governo de Goiás apresentou, nesta quarta-feira (16), um novo sistema com Inteligência Artificial (IA) para integrar dados e monitorar incêndios e antecipar risco de queimadas. O Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Goiás (Sima-GO) utiliza IA para integrar dados meteorológicos, ambientais e operacionais, permitindo monitorar as condições climáticas, acompanhar a evolução dos incêndios florestais e identificar cenários de risco.
A plataforma conta com ação de dados integrados entre as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), além de municípios e outras instituições parceiras. A ferramenta reúne informações estratégicas para subsidiar decisões mais rápidas e coordenadas, ampliar a capacidade de prevenção e orientar a atuação das equipes.
Além da implementação do sistema que integra os órgão de monitoramento, o Governo de Goiás também está ampliando os postos de atuação. “Tivemos, ao longo desses últimos anos, um aumento expressivo da capilaridade do Corpo de Bombeiros e, naturalmente, da Defesa Civil, com mais 17 novos postos em todo o Estado. Pretendemos chegar até o final do ano com mais cinco novos postos, chegando a 22 no total, integrando as secretarias, as informações, utilizando agora a inteligência artificial para promover a integração desses dados, dessas informações e municiar os nossos agentes”, explicou o governador Daniel Vilela.
O governo também investiu em programas que auxiliaram na ampliação das ações de combate a queimadas, um deles foi o programa de contratação de brigadistas das comunidades locais. “Fizemos esse trabalho, financiado pelo Fundo Estadual do Meio Ambiente, numa ideia liderada pela nossa Secretaria de Meio Ambiente, para que possamos ter nessas pessoas que têm conhecimento do local, que têm conhecimento da região, também pessoas que atuem no sentido de garantir que tenhamos o mínimo possível de queimadas”, expôs o governador.
A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis, explicou que o programa permite o desenvolvimento de pessoas locais, proporcionando um treinamento que traz benefícíos não somente pessoais, mas também coletivos. “Os brigadistas são da comunidade, eles conhecem a comunidade. Então, à medida que eles estão sendo remunerados para proteger o Cerrado, a comunidade passou a colaborar e incendiar menos o território. Temos feito treinamento com esses brigadistas, oferecemos todos os equipamentos, seguro de vida, alimentação para que eles estejam nos plantões e, ao mesmo tempo, a comunidade reagiu de uma forma muito positiva, protegendo os próprios brigadistas que são da comunidade. Isso é um programa inovador”, detalhou.
A atuação promove também benefícios econômicos, além de ambientais. “Ao combater as queimadas, também reduzimos o impacto negativo e aumentamos as condições positivas do turismo naquela região. Vamos continuar dando todo o suporte para a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, os demais órgãos do Estado que têm a responsabilidade de atuar nesse sentido para que a possamos continuar avançando numa política que possa garantir todo esse nosso patrimônio ambiental e, naturalmente, patrimônio econômico do nosso Estado”, ressaltou Daniel Vilela.
Brigadistas de comunidades tradicionais
Outra frente destacada pelo governador é a contratação de brigadistas de comunidades tradicionais do Nordeste de Goiás, região que concentra historicamente um dos maiores números de focos de incêndio. O projeto é financiado com recursos do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema).
“Aproveitamos quem tem o conhecimento local para atuar diretamente no combate e garantir o mínimo possível de queimadas”, afirmou [confirmar nome do governador], ao citar uma queda de mais de 50% na área atingida pelo fogo em relação a 2025.


