Hantavírus: Operação “inédita” de retirada dos passageiros no cruzeiro em Tenerife

Ambulâncias transportando passageiros de nacionalidade francesa do MV Hondius, onde foi detectado um surto de hantavírus, chegam ao hospital Bichat, em Paris, em 10 de maio de 2026, após a aterrissagem no aeroporto de Le Bourget, nos arredores de Paris, de um avião que os repatriava – Foto: Xavier Galiana/AFP)
O governo da Espanha descreveu a situação como “inédita” e “sem precedentes” — e é exatamente isso que mostram as imagens registradas neste domingo, 10 de maio, no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias.
A operação de retirada dos passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de Hantavírus que já matou três pessoas e infectou pelo menos seis, já começou e deve continuar até amanhã, segunda-feira, 11 de maio.
A operação de desembarque e repatriação das mais de 100 pessoas que estão a bordo do navio começou por volta das 9h30 (horário local e de Lisboa).
O primeiro grupo de pessoas, todas usando máscaras e roupas completas de proteção sanitária, foi retirado do MV Hondius em uma lancha que se aproximou do cruzeiro e levou os passageiros até o cais do porto industrial de Granadilla, na ilha de Tenerife.
Horas antes, por volta das 7h45 no horário local, já após o navio atracar no porto, uma equipe médica do serviço de Saúde Exterior do governo espanhol havia embarcado para testar todos os passageiros. O órgão tem como missão “organizar e garantir a prestação de assistência sanitária” a pessoas em trânsito internacional pela Espanha.
Somente após a avaliação dessa equipe médica o primeiro grupo de passageiros pôde deixar o navio.
Depois da travessia em pequenas embarcações até o porto de Granadilla, os passageiros embarcaram em um ônibus com destino ao aeroporto de Tenerife.
Em seguida, um avião irá transportá-los até Madri, onde deverão cumprir quarentena no Hospital Gómez Ulla.
Até o momento, apenas passageiros espanhóis deixaram o navio, mas em breve também serão retirados os passageiros que serão repatriados para os Países Baixos, entre eles um português.
Apesar das imagens vindas de Tenerife lembrarem o que o mundo viveu durante a pandemia de COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já garantiu várias vezes que não se trata de uma situação semelhante.

Foto: Divulgação
