Paraguai intervém em um dos maiores bancos do país e congela dinheiro de milhões de pessoas

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O Banco Central do Paraguai determinou a intervenção do banco digital Ueno Bank após constatar que seu índice de solvência caiu para menos da metade do mínimo exigido. A crise provocou o bloqueio de recursos públicos e das economias de milhões de clientes.
A decisão, anunciada na madrugada de terça-feira (3/11), foi tomada por unanimidade pela diretoria do Banco Central e levou à suspensão imediata de todos os serviços do Ueno Bank, que é um dos principais bancos do Paraguai e, segundo dados da própria instituição, tem 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adulta do país.
Clientes do Ueno Bank relataram que não conseguiam realizar operações em caixas eletrônicos nem acessar os serviços bancários pela internet.
“Determinamos o fechamento da instituição. Portanto, a partir de hoje, nem o aplicativo, nem os cartões, nem qualquer outro serviço do banco estão funcionando”, confirmou Liana Caballero, integrante da diretoria do Banco Central do Paraguai, em entrevista coletiva a jornalistas.
O Ueno Bank administra mais de US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões) em recursos públicos, incluindo aproximadamente US$ 380 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões) investidos pelo Instituto de Previdência Social do Paraguai, responsável pelo sistema estatal de aposentadorias.
O Banco Central paraguaio iniciou o processo de resolução bancária, que determina o bloqueio de todos os ativos e passivos da instituição até que seja definido o destino desses recursos e como e até que limite serão cumpridas as obrigações do banco.
O presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, afirmou que “a instituição informará os mecanismos para que os depositantes cobertos pela garantia possam recuperar seus recursos”.
O Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai cobre depósitos de até 228 milhões de guaranis por pessoa (cerca de R$ 211 mil), o que equivalente a 75 salários mínimos.


